O ditado é antigo mas, penso, continua válido: quando a gente vê as barbas do vizinho pegando fogo, põe as da gente de molho. O que parece incrível é que muita gente não leva isto a sério. Vê carros batidos na estrada e pensa: isto não acontece comigo. Daí, não toma cuidado. E corre mais perigo.
Neste momento, o Brasil está enfrentando uma verdadeira epidemia: a dengue. A gente está acompanhando o noticiário, fica sabendo que o perigo está em toda parte mas, em muitos casos, prefere adotar a política do avestruz: enfiar a cabeça na areia e fazer de conta que o perigo é para os outros.
Mas não é. Dengue, como tantas outras epidemias, não deveria ser mais problema. Ocorre que é, está acontecendo por todo o Brasil e creio que todos nós devemos nos acautelar. Lá em casa, inclusive, andei dando instruções para que evitem poças de água, coisa que raramente faço. Mas é que tenho a certeza de que todos devemos entrar nesta luta e que a poça d‘água que a gente deixa pelo quintal ou no tão lindo vaso de flores pode ser o ponto de partida para a disseminação do mosquito que provoca a dengue.
O negócio é sério. A dengue já matou gente, no Rio. Não podemos simplesmente jogar a responsabilidade sobre os outros, mas devemos fazer nossa parte. Não é tão difícil se cada um cuidar de seu quintal, fizer a sua parte. É o jeito certo de enfrentar este tipo de desafio.Ingressos caros
Continuo a receber algumas queixas sobre o valor do ingresso para a Exposição de Londrina. Muita gente dizendo que o valor deveria ser menor, até como uma espécie de incentivo ao público. Por outro lado, a organização considera que o preço é satisfatório, ainda mais considerando que dá direito a todas as atrações, inclusive os shows.
A verdade é que, em comparação com os preços praticados desde a implantação do real, houve realmente um forte reajuste. Em 1995 e 1996 o valor do ingresso foi estabelecido em 3 reais. No ano passado e neste, subiu para 5. Quer dizer, a alta efetiva foi entre 96 e 97.
Uma interessante comparação, porém, que pode ser feita é em relação aos valores cobrados em 94. O ingresso custava mil cruzeiros, mas não dava direito ao show. Para assistir ao espetáculo, era preciso pagar mais mil cruzeiros. E o show de Daniela Mercury, a grande atração, foi mais caro: 2 mil cruzeiros, fora o ingresso de mil. Mais um dado para comparação: na época, o dólar estava cotado em 930 cruzeiros, para venda, em Londrina.
Sob este último aspecto, é possível considerar que o preço hoje está maior que em 94: quase 5 dólares. Mesmo incluindo o show, é mais caro. E uma coisa é certa: este valor elimina muita gente. Até porque o gasto para ir à Exposição não se limita ao ingresso. Para o patamar salarial do povo, é meio pesado.Insegurança
Algumas pessoas já me procuraram para falar sobre uma certa insegurança na Exposição. Uma vez mais, a questão envolve menores. Sem estar sequer ligado ao noticiário policial, fiquei sabendo de pelo menos um furto (a vítima por uma mulher, que ficou sem o dinheiro) e também de uma agressão violenta contra crianças, também com o fim de roubar.
A gente sabe que cuidar da segurança na Exposição é tarefa complicada. Há muita gente e este tipo de situação atrai marginais de todos os tipos. Os organizadores fazem o que podem, a polícia também se mobiliza, mas isto tem se revelado insuficiente, pelo visto. O que reclama dos organizadores maior atenção.
Afinal, a Mostra é importante para Londrina, os expositores todos, os donos de barracas, enfim, os envolvidos na Exposição têm interesse em que o público se faça presente. E garantir a maior segurança possível constitui um imperativo.
Por outro lado, o próprio público deve adotar aquelas medidas simples de cautela que ajudam. Pais devem ficar atentos aos filhos, jamais deixá-los fora da vista. E todos precisam cuidar de si. Quanto aos responsáveis pela Exposição e à polícia, é exigível que ampliem as medidas de segurança para garantir que as pessoas só tenham momentos de alegria e descontração na Feira. Por mais complexa que possa parecer a tarefa, é fundamental.Críticas ao atendimento

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