O novo Código Nacional de Trânsito, já em vigor, é um documento mais rígido, mais pesado, com multas que podem inibir um pouco os maus motoristas. Todavia, se não houver efetiva integração dos que formam o trânsito, o Código acabará como tantos outros documentos, apenas mais uma lei que, como dizem alguns ‘‘não pegou’’. O que é realmente necessário, e este é o entendimento de quantos se debruçam sobre o assunto, é educação por parte de todos os envolvidos, principalmente de quem toma o volante de um veículo.
A falta de educação se nota de muitas maneiras e não só pelos abusos mais comuns, como o excesso de velocidade ou a transposição de um sinal fechado. O motorista que pára, ainda que por pouco tempo, em fila dupla, o que atrapalha o trânsito, porque fica procurando uma vaga para estacionar, sem levar em conta a fila que se forma atrás, ou o que ocupa maior espaço na pista de rolamento, sem levar em conta os outros.
O caso mais grave desta ocupação maior de espaço é dos ônibus, claro. Sim, eles são maiores que os veículos comuns, mas os que os dirigem, como se sabe, passam por testes mais sérios, respondem a exigências maiores. Devem ser melhores profissionais, até porque dirigir é sua profissão. Tenho recebido muitas críticas e queixas a respeito, envolvendo precisamente este tipo de abuso, o ônibus que ocupa duas pistas, prejudicando todo o fluxo do trânsito. O que é típico da falta de educação do profissional, algo que pode ser resolvido com um pouco de boa vontade.Trânsito inseguro

mockup