Praça Londrina (Estelio Feldman)
Segundo os moradores do local, tudo aconteceu em função de obras realizadas pela Sanepar. A causa, porém, embora significativa na medida em que propicia o conhecimento sobre o responsável pelo problema, não é o mais importante. O que importa é a realidade de uma cratera imensa, formada na rua Amapá, em frente ao número 746, diante do Senai, e que constitui um perigo imenso, uma ameaça mortal a todos quantos passam por lá.
Há alguns dias, um jovem, pilotando uma Jog, sofreu um acidente ali. A roda da pequena moto bateu no ressalto e o piloto foi jogado longe, sofrendo sérios ferimentos. Mas o perigo não é apenas para quem anda sobre duas rodas. Os carros também sofrem, os pneus se estragam, o risco para os que passam por lá, mesmo a pé, é imenso. Afinal, um carro descontrolado, em função da cratera, pode atingir um inocente passante.
Mais grave ainda é perceber o aparente descaso da situação. Se alguém reclama à Prefeitura, recebe a resposta que quem provocou o dano foi outro órgão, como se isso resolvesse tudo. Só que o que se reclama é ação, trabalho imediato, seja de quem for. Devendo-se levar em conta, também, outra questão: a responsável direta pela situação das ruas é a Prefeitura. Ela pode cobrar de quem faz o estrago, mas deve providenciar os reparos, até porque pode ser acionada por quem tiver prejuízos com acidentes no local.Pedintes
A secretária de Ação Social de Londrina, Marisa Goettel do Nascimento, envia carta à Praça comentando a nota aqui publicada sobre as crianças que pedem trocados pelas ruas da Cidade. A mensagem destaca que a Secretaria tem lutado muito para conscientizar a população sobre o perigo que representa a esmola dada a crianças. E reproduz o trecho inicial de um folder que foi distribuído no período que antecedeu o Natal: Londrina quer fazer um pedido a você: não dê esmolas neste final de ano, principalmente para as crianças de rua. A esmola só vai manter essas crianças nas ruas, nas drogas e na exploração.
Revela a mensagem que no mês de março os técnicos da Secretaria de Ação Social abordaram 18 adultos que estavam usando crianças para a mendicância. Do total, 11 não foram mais encontrados nas ruas, depois da primeira abordagem. Com relação aos que insistem em continuar nas ruas, quatro casos já foram comunicados à Polícia Militar e ao Conselho Tutelar. Queremos lembrar ainda o fato ocorrido na semana passada, quando o casal Ademilton Rodrigues, 28 anos, e Raquel Paulina Amario, de 22, foi preso e suas crianças encaminhadas ao Conselho Tutelar, depois que várias tentativas para conscientizá-los sobre a exposição dos filhos à mendicância não tiveram bom resultado, diz Marisa. E completa garantindo que está atenta ao problema e tem se empenhado para resolvê-lo.Bancos
Um advogado e agropecuarista residente em Sertanópolis, mas que tem muitos negócios em Londrina, estava se queixando do horário local dos bancos. Disse que quando tem que tratar de algum assunto bancário em Londrina sabe que vai perder o dia. E não entende porque é que os bancos abrem apenas às 11 horas.
Com este horário de abertura tudo ainda pior depois que o banco abre: são, por vezes, centenas de pessoas formando imensas filas diante de poucos guichês de atendimento. As pessoas perdem - conforme diz o advogado - até duas horas em uma fila de banco. Quem tiver de ir a mais de um, então, perde praticamente o dia.
Se a gente fizer uma simples conta do custo que representa isso para a indústria, o comércio e os serviços, chegará um prejuízo tremendo. O entendimento geral é o de que os bancos deveriam funcionar conforme o horário do comércio. Os banqueiros, naturalmente, é que não concordam.
Todavia, não se pode esquecer que banco também é um tipo de negócio. E se a gente não consegue mudar o horário em que o estabelecimento bancário abre, pode pelo menos trocar de banco se perceber a falta de atenção no atendimento. Permitir filas quilométricas, com reduzido número de pessoas atendendo, é falta total de respeito ao público que, na moderna terminologia, se chama cliente. Livros caros





