Repercutiu muito a notícia sobre a reclamação da falta de lixeiras pela Cidade. Entre os muitos comentários que recebi, destaco o do leitor Marcos, que tem um estabelecimento comercial na rua Sergipe (centro). Ele contou que sua loja fica diante de um ponto de ônibus. Resultado: muito lixo, deixado pelas pessoas antes de embarcar nos coletivos. Então, ele ligou para a Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), pedindo a instalação de uma lixeira ali. Depois de muita dificuldade, conseguiu a lixeira. Mas com um detalhe: ele vai ter de providenciar a instalação, arcando com todas as despesas.
Já o leitor Eduardo Tomazetti, dono de um posto de combustíveis, ligou para dizer que inventou um tipo de ‘lixinho’ para carro. Ele contou que acredita que seu invento também poderia ser usado nos ônibus, conforme sugestão feita por outro leitor, há algum tempo. Tomazetti informou que está patenteando seu invento e acredita que o ‘lixinho para o carro’ esteja no mercado em 60 dias.
Como se pode perceber, o povo se preocupa com a questão, o londrinense tem consciência de que a sujeira nas ruas constitui, entre tantas outras coisas, um péssimo atestado de urbanidade. Entretanto, até como já foi ponderado, é preciso que a autoridade municipal tome a frente. Mandar lixeira para comerciante instalar, deixar tudo por conta dos outros não vai resolver o problema. Continuo a acreditar que a terceirização pode ser uma boa alternativa.Rua suja
Não é só a sujeira no centro da Cidade que preocupa. Também nos bairros a situação reclama atenção, conforme o depoimento enviado por um leitor. A reclamação principal é com a situação de uma pequena rua, situada nos fundos do Com-Tour (zona oeste). Eis o que o leitor relata:
‘A Rua Olímpia é curta, tem apenas uma quadra. Situa-se nos fundos do Com-Tour, da avenida Tiradentes à rua Rangel Pestana. Em um dos lados (calçada oeste) fica o setor de recebimento de mercadorias para o supermercado, que funciona no shopping; ali também existiam alguns pequenos estabelecimentos comerciais, entre eles um lavador de carros. A administração do Com-Tour tomou a rua como se fosse sua propriedade também. Fez uma reforma no shopping, fechou o lavador, demoliu um posto de gasolina para construir um mais moderno (self-service) e encheu de entulhos, há meses, os dois lados da rua. Agora, quem passa por ali a pé precisa caminhar no meio da rua mesmo. Os entulhos estão atrapalhando os pedestres, criando pragas (moscas, baratas, ratos) e a direção do shopping não toma providências. É hora do ex-senador Leite Chaves, dono do Com-Tour, pelo menos dizer quando pretende mandar limpar a sujeira que fez (ou permitiu que fizessem) na rua’.
Questão que pode ser resolvida rapidamente, bastando que haja vontade e respeito à população.Mau exemplo
Depois de dizer que considera correta a existência de mais policiais no trânsito para fazer valer o novo Código, uma leitora informa, em telefonema, que viu uma cena realmente curiosa: um veículo da Comurb (Companhia Municipal de Urbanização) carregando na carroceria 4 ou 5 pessoas, possivelmente funcionários, além de várias placas de sinalização. Acredita a leitora que eles estavam a serviço, levando placas para colocar em locais públicos. Mas lembrou que o transporte de pessoas em carroceria constitui irregularidade, conforme o Código Nacional de Trânsito. E pergunta: será que a Comurb vai ser multada pelos policiais de trânsito?
Aposto que não! Entretanto, é mais que certo que este tipo de exemplo negativo atrapalha qualquer tipo de campanha. Não chego a concordar com os que discutem uma multa, porque outros cometem erros. Todavia, o poder público tem é que dar o exemplo. Em todos os níveis.
Há outro caso, que me foi contado por um leitor, igualmente elucidativo: ele viu um guarda de trânsito atravessando a avenida São Paulo (centro) fora da faixa de pedestres, que estava perto dele. Contou que lamentou não estar com uma máquina fotográfica para registrar a cena. Mas garantiu que o fato aconteceu, no que acredito. Fica a impressão de que o lema destes que deveriam dar o exemplo é o célebre ditado ‘faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço’.Festa do basquete

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