Praça Londrina
Estelio Feldman

Paulo WolfgangMudançasCom as reformas, haverá mais espaço para jogos diante da BibliotecaReformas na Biblioteca
As reformas que se fazem na Biblioteca Pública Municipal do centro, e que começaram na área interna, chegaram também ao setor externo. E são amplas. As mesinhas que servem para jogos de xadrez e damas foram retiradas dos lugares e transferidas para outro ponto. Com um adendo: eram 8 mesas, agora são 12, colocadas em posição diferente de tal modo que não atrapalham a entrada principal da Biblioteca.
Mas as mudanças não param aí. O projeto prevê uma remodelação das calçadas, recolocação de bancos, estabelecimento de placas em vários pontos, inclusive diante da seção infantil. Quanto às mesas que servem para os jogos, haverá iluminação direta com a vantagem, informam os responsáveis, de um pouco mais de sombra, por causa das árvores no local.
No momento as coisas ainda estão complicadas. Os jogadores de damas e xadrez já vão ocupando os novos espaços, apesar da precariedade da situação. Mas os responsáveis pela Biblioteca garantem que tudo vai ficar melhor quando as obras estiverem concluídas, com mais espaço, mais conforto e mais beleza. Tanto fora como dentro da Biblioteca. E vocês sabem, beleza e cultura não são elementos destoantes. Ao contrário, fazem parte de um todo.Madre Leônia
Além de enviar uma carta, publicada na edição de ontem, o leitor Francisco Ricardo fez questão de ligar para a Praça a fim de fazer outros comentários sobre as homenagens que Londrina presta à madre Leônia Milito, cujo processo de beatificação está em andamento, e que fez muito pelos mais desamparados, dedicando-se ao trabalho de atendimento e cuidado. Depois de contar que está há apenas 8 anos em Londrina, Francisco revela que tem não apenas acompanhado o trabalho das irmãs claretianas mas que recebeu delas, neste tempo, apoio pleno. Por isto, sentiu-se realmente feliz de poder participar das homenagens à madre Leônia, inclusive da missa realizada em sua memória.
Mas foi o que viu (ou talvez seria melhor dizer o que não viu) na missa que o motivou a procurar a Praça. O leitor se mostrou contrariado pela ausência, na oportunidade, de qualquer autoridade municipal: nem prefeito, nem vereadores. Depois de destacar que as irmãs claretianas não se mostraram preocupadas com esta ausência, Francisco ponderou que isto, em seu modo de entender, evidencia uma falta de sensibilidade e respeito por uma personalidade que tanto fez em benefício dos mais carentes e, de modo mais pleno, de toda a comunidade.Bueiros
Há alguns dias, passando diante de uma casa, vi uma empregada doméstica varrendo a calçada. Havia muita sujeira que ela foi levando até perto do bueiro. Fiquei olhando. Ela juntou todo o lixo, colocou em sacos e os deixou no local adequado à espera da coleta. A vontade que tive foi cumprimentá-la e só não o fiz por temer uma reação assustada. Mas o que aquela jovem fez, que é o procedimento correto, não é o usual.
Jogar lixo nos bueiros parece ser uma prática comum e que chega a ser até inconsciente. As pessoas varrem a calçada e jogam o lixo na boca-de-lobo. Algumas não o fazem, mas deixam na guia, o que significa que na primeira chuva o lixo vai direto para o bueiro. E num como no outro caso, as consequências estamos vendo (e sentindo) nos dias de chuva.
Por causa dos bueiros entupidos, quando chove a situação fica terrível. Leitores me ligaram ontem para falar disto. Contaram que em algumas ruas centrais, com a chuva desta semana, houve alagamentos. Todos concordamos que é tarefa das autoridades municipais realizar a limpeza dos bueiros. Mas é certo, também, que faz parte da nossa ação comunitária ajudar a conservar a cidade limpa, o que não inclui apenas não jogar lixo nos bueiros.Guardadores de carros
Depois de manifestar satisfação pela volta da Praça, a leitora Karen Francieli, em amável cartinha, aproveita para fazer sua queixa, dizendo considerar ‘‘um absurdo o que a população tem tido de enfrentar com os famosos ‘guardadores de carros’’. E desabafa: ‘‘Não existe local ou horário em que você não os encontre’’.
Na sequência a leitora diz: ‘‘Como se não bastasse o seguro anual, nada barato, ainda tenho que passar o medo de riscarem o carro ou furarem um pneu, aqueles atos de vandalismo tão comuns que todos nós conhecemos e que sofremos quando nos recusamos a pagar para estacionar na rua’’.
Karen lembra que ‘‘eles estão em toda parte’’, desde a manhã, quando vai para a escola, até à noite, quando sai para algum local de lazer. Até no domingo, quando vai à igreja, a leitora tem tido de se entender com estes ‘‘guardadores de carro’’, ficando sem opção: ou paga, ou corre risco sério de grandes prejuízos.
Mostrando sensibilidade, a leitora diz saber que muitos vivem dessa renda. Mas completa afirmando que se sente lesada como cidadã que trabalha, estuda e ainda tem que passar por ‘‘esse tipo constrangedor de situação’’.
É como Karen diz: isto ajuda os carentes, mas é um tipo de violência contra a cidadania.

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