Praça Londrina (Estelio Feldman)
Praça Londrina
Estelio Feldman
Ói eu aqui traveis
Depois de 3 meses (isso é que são férias) estamos aqui de novo, eu e vocês, com a nossa Praça Londrina. Antes de mais nada, quero agradecer a todos que telefonaram, escreveram ou me procuraram pessoalmente, querendo saber quando a Praça estaria aberta, de novo. Foi um tempo longo e triste, porque faltava a possibilidade de levar ao público as reclamações e apelos dos leitores. Mas tudo foi compensado pelo carinho dos que reclamavam.
Há duas semanas, uma jornalista de São Paulo ligou, pedindo informações sobre a Praça para uma publicação nacional. Perguntou se eu tinha redatores auxiliares ou repórteres. Disse que não. Contei que a Praça era feita com a ajuda dos leitores que telefonavam, escreviam, falavam comigo, trazendo apelos, reclamações, sugestões.
O que espero, agora, é que isso continue. Quando entrei nesta Praça, há quase dois anos, substituindo o amigo Apolo Theodoro, revelei que a idéia era simples: tratava-se de manter um espaço aberto ao leitor para que ele pudesse usá-lo em todas as suas reivindicações.
O espaço é do leitor, incondicionalmente. Espero prosseguir merecendo a confiança de todos vocês para a nova etapa que, na verdade, é apenas uma continuação. A Praça está reaberta, esperando os leitores.Ônibus para a UEL
Semana passada, alunos da UEL me procuraram para reclamar da situação dos ônibus que servem à Universidade. Dois tipos de reclamação. A primeira diz respeito à ida para a UEL, no período matutino. Os estudantes revelam que está quase impossível pegar o ônibus no alto da rua Humaitá, perto da rua Maringá. Os coletivos chegam superlotados. Um jovem, que normalmente esperava o ônibus ali, contou que agora está descendo a rua Humaitá e indo até a altura da Paranaguá para pegar a condução. Foi o único meio que encontrou para poder entrar no coletivo.
Há também reclamações em relação à volta. Estudantes que saem um pouco mais cedo - o que é comum em um tipo de estabelecimento como a Universidade - esperam por vezes mais de meia hora até a chegada de um ônibus. Quando a gente sabe que a UEL fica longe do centro, percebe como o coletivo é importante e sente que é preciso que a empresa responsável ofereça um mínimo de atendimento aos usuários.
Ônibus superlotados e poucos coletivos revelam falta de atenção aos usuários. Estes everiam ser tratados com maior respeito. Não podemos esquecer que as coisas mudaram e que hoje o consumidor (inclusive dos coletivos) deve ser tratado com atenção e muito cuidado.Semáforo
Desde antes das férias, uma leitora, dona Cristina, vivia me pedindo que insistisse com as autoridades no apelo para a instalação de um semáforo na esquina das ruas Espírito Santo e Professor João Cândido (centro). Ela mora nas cercanias e contava que atravessar aquela rua era um perigo.
Nos últimos meses, ela continuou me procurando. Perguntava quando a Praça iria voltar e insistia na preocupação com aquele cruzamento. Com o reinício das aulas escolares, ela ficou ainda mais preocupada, por causa de sua filha de 11 anos e, como bem destacou a leitora, das outras crianças que precisam atravessar a rua. Um local que sequer tem faixa de segurança.
Quem tem acompanhado esta Praça pode pensar que eu sou adepto de semáforos, tanto que falo sobre eles. Não é exato. O que me preocupa, naturalmente, é a segurança dos pedestres. E, feliz ou infelizmente, sem um semáforo, por mais que se possa confiar na cautela dos motoristas (que é algo não muito confiável), a situação fica crítica. Na verdade, mesmo com semáforo, ainda existe perigo porque, apesar do novo Código de Trânsito, tem muita gente que não leva o vermelho a sério.
Ainda assim, é a única segurança para as pessoas e para nossas crianças.Multa insólita
Dia destes, um leitor me ligou (era outro dos que não viam a hora de a Praça voltar) contando uma história no mínimo insólita. Disse que tirou, no final do ano, em dezembro mesmo, um carro novo da concessionária. Zero quilômetro, daqueles carros que deixam o dono muito feliz.
Pois bem, ele recebeu pelo Correio a informação sobre uma multa para o seu carro novo. Segundo a notificação, ele estava sendo multado porque seu automóvel encontra-se em péssima condição. A multa é de janeiro.
O carro está novinho, ele diz. Está quase igual à época em que saiu da concessionária. Não tem nada. Não consigo entender a multa. Nem ele, nem ninguém. Em verdade, essa história de multar um carro sem aviso ao motorista é um verdadeiro absurdo. Outro dia, uma pessoa disse que foi multada porque estava com o braço para fora da janela. Só que, como no caso que relato, a multa também foi feita pelo Correio.
Ora, é uma situação séria. Quem é multado fica em situação diferente da que a lei prevê: tem que provar inocência quando se sabe que, normalmente, provar a culpa é obrigação de quem faz a denúncia. Mas como provar que não estava com o braço para fora, ou que seu carro não está em precárias condições? Claro, no último caso basta levar o veículo até a autoridade. Mas é um abuso.





