Por vezes, as pessoas dizem, diante da morte de alguém, que ‘o mundo ficou mais pobre’ com sua ausência. Face ao anúncio do falecimento do professor Milton de Menezes a gente sente a tentação de usar a frase. Entretanto, como não creio que a morte seja o fim mas só uma passagem, prefiro dizer que a ausência de Milton de Menezes deixa uma tristeza grande, mas não deixa Londrina, o Paraná ou o mundo mais pobre. Pois, na verdade, por ter existido, Milton de Menezes tornou este nosso planeta mais rico, com seu trabalho, com sua dedicação, com sua coragem, com tudo o que realizou.
Milton de Menezes foi prefeito de Londrina duas vezes, e isto todos sabem e até devido a seu falecimento vai se falar muito nisto. Foi também vereador, professor de Direito Administrativo na Faculdade de Direito de Londrina, que se tornou parte da UEL. Mas, principalmente, foi uma fantástica pessoa, um brasileiro, um homem digno, um amigo, um pai, um mestre. Com seu jeito simples, cativava. Com sua retidão de cárater, construiu uma trilha, com seu exemplo, deixou uma herança que sua ausência apenas irá tornar ainda mais plena. Pois agora, ele já não está entre nós e será possível perceber melhor a dimensão de sua dedicação à causa pública.
Foi um político na mais legítima e elevada expressão do termo, dando dignidade a todos os cargos que ocupou e enriquecendo a todos com quem conviveu. Uma vida plena, um exemplo perene.
Informação errada
Numa das peças promocionais que estão sendo exibidas pela TV, apresentando as grandes vantagens da reeleição, informa-se que os grandes países do mundo contam com aquele instituto. Em seguida, são listados alguns exemplos: Estados Unidos, França, INGLATERRA (?).
Que se saiba, a Inglaterra ou Grã-Bretanha é o que se chama de Monarquia Constitucional. Lá não existe a reeleição do presidente, pelo simples fato de que não há presidente. É verdade que o primeiro-ministro, que faz no parlamentarismo o papel do presidente numa república federativa, não só pode permanecer por um período no cargo mas, desde que se mantenha como líder do partido e que seu partido conquiste a maioria, tem condições de ficar por longos anos. Margareth Thatcher não nos deixa mentir. Foi primeira-ministra por mais de 15 anos, batendo até um recorde.
Mas lá o que existe é o parlamentarismo que, como, apesar da pouca memória a gente ainda deve lembrar, foi rejeitado em plebiscito. Logo, não é exemplo a ser citado, ainda mais num contexto de informação errada.
Não estou, e nem penso que este espaço possa ser usado para isto, discutindo a reeleição. O que contesto é a veiculação de informação errada no contexto de um tipo de campanha que, em tese, deve ser de esclarecimento. Depois, dizem que o povo é ignorante. Ensinam errado, até mesmo as coisas mais simples.
Ciclovia
Ciclovia, conforme qualquer pessoa sabe, é uma pista especialmente feita para a circulação de bicicletas. Trata-se, aliás, de uma idéia bastante interessante porque bicicleta é um veículo muito útil e saudável e nas ciclovias é, também, muito seguro. Deveria ser seguro andar de bicicleta em qualquer parte. Além do que, a bicicleta poderia ser um meio de transporte eficiente e barato para muita gente. Mas esta é uma coisa mais complicada, ainda mais no trânsito maluco de Londrina.
De qualquer modo, o que importa agora é a ciclovia que foi construída no Igapó destinada aos ciclistas que queiram praticar o saudável esporte de andar em seus veículos sem maiores riscos ou problemas. Só que, conforme queixas que recebi de alguns leitores, se no trânsito o problema para os ciclistas é o dos veículos com seus motoristas irresponsáveis, na ciclovia o transtorno é causado pelos pedestres, gente que em vez de andar nas partes reservadas para isto prefere circular pela faixa exclusiva das ‘bikes’. Isto, naturalmente, traz riscos tanto para os pedestres como para os ciclistas.
A gente critica os ciclistas quando andam em locais destinados a pedestres, como no Zerão mesmo ou no Calçadão. Mas é preciso também criticar os pedestres que não respeitam a ciclovia. E, no entanto, deveria ser tão simples respeitar os espaços destinados a cada um, com bicicletas nas ciclovias e pedestres nas suas faixas.
Para as primeiras-damas

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