Praça Londrina/ Estélio Feldman
Fui chamado logo cedo ao telefone, ontem, por um leitor que reclamava que o caminhão de lixo não passou pela rua de sua casa, na terça-feira. Segundo ele, o recolhimento do lixo é feito, normalmente, na rua em que mora (na região perto do Canadá) às terças, quintas e sábados. Isto significa que o lixo da terça-feira é bastante alentado, porque além de representar o acúmulo de praticamente 3 dias, ainda tem os restos do domingo, dia em que normalmente há mais sujeira.
Segundo o leitor, quem gostou mesmo da ocorrência foi a cachorrada da vizinhança, que se esbaldou com os sacos colocados diligentemente diante das casas. Revela ele ter descoberto, com isto, uma nova raça de cachorro. E explicou: Antigamente, cachorros vadios eram chamados vira lata porque entornavam as latas de lixo, pelas ruas. Mas com a quase extinção das latas e sua substituição por sacos de lixo, agora existem os cães da raça rebenta saco, de lixo, claro.
Pois é, brincadeiras à parte, o assunto é mais do que sério. Já o recolhimento de lixo em dias alternados constitui um problema porque lixo acumulado em casa é local propício para proliferação de sujeira, de ratos, tudo o que prejudica a saúde. Agora, a falta de recolhimento nos dias marcados é ainda mais séria. O leitor adiantou que não espera explicações a respeito mas soluções, isto é a coleta rápida do lixo, antes que a situação se torne insustentável. E aproveita para lembrar o ditado: Cidade limpa, povo civilizado.
Inaceitável
Eu, aqui, comentando com tanta euforia o basquete e o volei londrinense, daí vem a notícia que o time feminino, que representa a cidade na Liga Nacional, está enfrentando problemas, principalmente de salários atrasados. Não é só que não dá para entender, não dá para aceitar.
Sabe-se que o time do Country não tem patrocinador, mas esta era uma realidade anterior até a classificação do time para disputar este certame. Repito sempre que, se não há condições de manter um time de futebol profissional na cidade, então que não o mantenha. E o mesmo, feliz ou infelizmente, deve ser entendido também para outros esportes. O que não pode é chamar atletas, técnicos, enfim montar toda uma estrutura e deixar depois todos a ver navios. Assim como o funcionalismo público, também como o trabalhador, o atleta que é chamado para jogar, com um contrato, tem o direito de receber o pagamento.
As rendas dos jogos - a gente sabe -, não dão para garantir as despesas. Mas é preciso encontrar meios e resolver esta situação com a maior brevidade. O fato de o time estar em penúltimo na classificação, o que o coloca na faixa do rebaixamento, não é importante. A gente sabia que era difícil. Mas o que não se aceita é esta situação para as atletas e quem mais faça parte da equipe. Alguma coisa tem que ser feita para resolver isto, até mesmo por causa do nome de Londrina que está envolvido naturalmente na questão.
Redação
Interessante, mesmo, e bastante instigante, o tema da redação do vestibular da UEL: A escola é o caminho necessário para o exercício pleno da cidadania é sem dúvida um assunto muito interessante e cujo desenvolvimento pode até servir para dar aos examinadores uma idéia efetiva do papel da escola na formação de nossos jovens. Quer dizer, antes mesmo de ser o caminho necessário para o pleno exercício da cidadania, a escola deve ser o ponto de partida para a formação e o conhecimento por parte dos jovens. E quando a gente depara com as enormes lacunas no conhecimento geral dos estudantes que estão se lançando à grande luta para conquistar uma vaga no curso superior, fica em sérias dúvidas sobre se a escola está realizando seu papel formador, no país.
O fato de a redação ter sido, desde que foi reintroduzida no vestibular, um dos maiores obstáculos a ponderável parcela dos candidatos já diz muito. A ação das escolas, no Brasil tem sido muito questionada. O nível do ensino tem merecido sérios reparos. A redação do vestibular pode deixar tudo isto evidente. Mas é certo que o que é realmente necessário é um trabalho profundo de verdadeiro resgate do papel da escola na formação efetiva dos jovens. Os reflexos de tais falhas se percebem não só na redação do vestibular, mas nos equívocos de toda a estrutura educacional, com alunos diplomados e mal preparados.
Feira da uva continua





