Não estou enganado. Sei que hoje é 21, faltam 4 dias para o Natal. Mas é que também sei que esta é a última Praça deste 1997. Nosso próximo encontro, se Deus quiser, ocorrerá em 1998.
Assim, tenho é de aproveitar esta oportunidade para transmitir os votos para um Natal muito feliz. A gente sabe que todo ano é a mesma coisa, as pessoas fazem os mesmos votos e, no fim, parece, nada muda. Continuamos iguais.
Só que, ao menos uma vez por ano, nós mergulhamos num clima diferente, do Natal. E por causa do clima que cerca a data, nos sentimos um pouco mais solidários. E quando dizemos ‘‘Feliz Natal’’ queremos, de fato, significar, transmitir isso mesmo a todos.
Natal, para mim pelo menos, não é, porém, apenas um estado de espírito. É uma realidade. Não festejamos só uma data; celebramos um evento único na História. E, se conseguimos mesmo mergulhar no sentido da data, ainda que seja por alguns momentos, se efetivamente logramos perceber a Luz que emana de Belém há quase dois mil anos e que tenta iluminar o mundo, então, sem dúvida, teremos um Feliz Natal.
E é precisamente isso o que quero desejar de todo o coração a cada um dos que vive comigo nesta Praça: que possamos sentir e, mais que isto, mergulhar na Luz que vem de Belém.Mensagens
Recebi, nos últimos dias, muitos cartões com os tradicionais votos para a época. Mas não foi um cartão que me emocionou, não. Foi um telefonema. Uma leitora ligou, há alguns dias, para dizer que, como ia viajar, passar o Ano Novo fora, queria agradecer o ano que eu dei a ela.
Eu, que sou um profissional das palavras, fiquei sem ter o que falar. E fiquei pensando naquilo, até perceber que se a leitora considera que tem a agradecer o ano que dei, nesta Praça, eu também tenho a dizer o mesmo aos leitores, a ela e a todos os que têm me acompanhado neste tempo todo. Os leitores habituais, os ‘não assíduos’ como se revelou, em carta, uma leitora, os esporádicos, os que estão lendo agora.
O fato de a gente escrever não é importante, diria parafraseando aquela propaganda de um banco. O importante é você ler. A gente escreve para que vocês leiam. Penso até naquela curiosa pergunta: se uma árvore cai no meio de uma floresta e não há ninguém ali para escutar, a queda faz barulho? Quer dizer: o barulho só existe se alguém ouve. Assim é o que a gente escreve, em livro, no jornal, em revista. Sem vocês, a Praça não existe.
E é por isto que faço minhas as palavras da leitora e agradeço a todos pelo ano que me deram.Votos
Falar ‘‘Feliz Natal’’ parece pouco. A gente quer formular muito mais votos para todos. No entanto, vocês já pararam para pensar no que significam essas duas palavrinhas que se juntam para formular uma saudação tradicional na época - ‘‘Feliz Natal’’? Penso que elas dizem tudo, que expressam plenamente o que se possa desejar de bom para alguém, sem que seja necessário acrescentar mais nada.
Afinal, Natal é exatamente A Data - para os cristãos, naturalmente. Pois se para quem é cristão Jesus é o centro da vida, então o dia em que se comemora Seu nascimento é o maior de todos. E nem me venham dizer, como um amigo afirmou recentemente, que Jesus não nasceu no dia 25 de Dezembro. Volto à propaganda do banco: isso não é importante. A gente talvez não saiba mesmo em que dia Jesus nasceu. Mas sabemos que Ele nasceu. E onde Ele nasceu. E como Ele nasceu. E mais, sabemos o que significou Sua vida para nós. Então, se não se sabe com certeza qual o dia ou a hora e se a gente convencionou festejar a data a 25 de dezembro, tudo bem. Tenha sido este ou outro, o que importa é o significado do Nascimento.
E é este significado que dá dimensão à data e que torna a simples expressão ‘‘Feliz Natal’’ o voto mais fantástico que se possa desejar a alguém.... e um próspero Ano Novo

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