Praça Londrina
Estelio Feldman
A função das lombadas

Arquivo FolhaDesafioLombadas eletrônicas: ótimas, desde que funcionem sempreFaz tempo que não comento as lombadas eletrônicas, o que provocou não poucas reclamações dos leitores. O que acontece é que continua a situação já relatada várias vezes: a maioria não funciona, algumas funcionam de vez em quando. A um leitor particularmente insistente, disse que o assunto era repetitivo. Mas ele, com razão, ponderou que enquanto não se resolver a questão o negócio é falar nela.
Concordo. As lombadas eletrônicas têm uma importante função. Têm conseguido fazer com que os motoristas reduzam a velocidade. Mas precisam funcionar. Sei que é uma dificuldade, que as autoridades ligadas ao setor fazem o que podem mas, no caso, isso parece não ser o suficiente. E o pior que pode acontecer é o motorista começar a desrespeitá-las cada vez mais.
Penso até que, se não há jeito para mantê-las em funcionamento permanente, então o negócio talvez seja desativá-las e substituí-las pelas tradicionais - incômodas, porém funcionais - lombadas simples, aquelas que alguns chamam de quebra-molas e que acabam atendendo ao que se pretende: fazer com que os motoristas diminuam a velocidade nas ruas da Cidade.
O novo Código de Trânsito, que vai entrar em vigor no próximo ano, é bom, aumenta as multas. Mas, assim como as lombadas eletrônicas, só melhorará a situação se funcionar.Tempo de uva
E as uvas estão de volta à Praça Marechal Floriano, com a Feira do Produtor. Já repeti vezes sem conta elogios à iniciativa, o que não impede que volte ao tema, até porque é imperioso fazê-lo para que não se pare com a realização. A possibilidade de o produtor comercializar diretamente com o consumidor o fruto de seu trabalho constitui uma excepcional idéia.
A gente sabe que, no Brasil, um dos (muitos) problemas de quem produz é a intermediação. Normalmente, o produtor recebe pouco pelo resultado de seu trabalho e o consumidor paga caro. Aí entra a figura do intermediário que, em uma economia digna, é figura importante, mas que surge, muitas vezes, como um explorador que prejudica a todos.
Com a Feira do Produtor, elimina-se o intermediário e todos ganham. Quem produz consegue preço melhor e quem compra paga menos do que teria de fazer se tivesse de passar pelos intermediários. A experiência se revelou acertada e a volta da Feira da Uva precisa ser recebida com muita alegria. Ainda mais agora. Afinal, vocês sabem, fim de ano é época de comer uva. Não vamos nos esquecer, nunca, da crença segundo a qual, no último dia do ano, é preciso comer pelo menos 12 uvas. E a uva que se produz entre nós é da mais alta qualidade e a preço acessível.Segurança
Os presidentes das nações que formam o Mercado Comum do Sul, o nosso conhecido Mercosul, reunidos na capital do Uruguai, indicam que a segurança é uma das maiores preocupações comuns. Preocupam os presidentes, principalmente, o terrorismo, o tráfico de armas e o de drogas. Houve inclusive acordo para se criar um grupo de trabalho conjunto para combater a delinquência internacional.
Durante o encontro, o ministro argentino Carlos Corach denunciou a existência de ‘‘um santuário de impunidade no coração do Mercosul’’ e o colocou na denominada ‘‘zona da fronteira tríplice’’ entre seu país, Brasil e o Paraguai. Corach identificou a localidade paraguaia da Cidade do Leste como um ‘‘refúgio dos narcotraficantes, terroristas integristas e traficantes de armas’’ que ‘‘escapam a todo o controle estatal’’.
Para nós, que somos afinal vizinhos daquela área, é uma preocupação a mais. Estes dias ouvi comentários sobre a redução no movimento dos hotéis em Foz, a queda na presença de turistas (na maior parte, aliás, gente que vai comprar coisas para revender pelo País). O que preocupa é a insegurança denunciada na área, que indica a necessidade de cautela por quem resolva passear ou fazer compras por lá.Acesso complicado
O leitor Izaltino Celeste, morador no Jardim Aragarça, que fica adiante do Hospital Universitário, cansado de apelar para as autoridades (inclusive falou com um vereador) veio à Praça para pedir que cite a situação de abandono da avenida Robert Koch, que, saindo do HU, dá acesso não só ao bairro em que mora mas também aos jardins Pérola, Monterrey, Tarumã, Aruba, e ao conjunto Ernani Moura Lima.
É uma via relativamente curta mas de enorme importância e com muito movimento. E que está em péssimo estado. Quando chove, então, segundo o sr. Izaltino Celeste, fica praticamente intransitável.
Ele lembra que o prefeito Antonio Belinati até prometeu duplicar a referida avenida, o que é a melhor idéia para o local. Só que, como o leitor fala, isso é apenas um sonho. Ele comenta, também, que em alguns outros pontos da Cidade (como até outros leitores contaram e nós divulgamos), com ruas em bom estado e sem muito movimento, houve recapeamento. Mas para a avenida Robert Koch restam algumas obras mal-feitas de tapa-buraco e o abandono.
A área, lembra ainda o leitor, está em franco crescimento, a população aumenta e a situação da via de acesso complica a vida de alguns milhares de londrinenses que, sem dúvida, merecem atenção e atendimento.

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