Praça Londrina (Estelio Feldman)
Hoje é quinta-feira, dia de feira no centro. E, pelo que se tem percebido, o dia preferido do Ippul de provocar confusão. Há algumas semanas, foram as obras na João Cândido. E, na quinta-feira passada, a confusão foi na Rio de Janeiro, durando todo o dia. Para tornar a coisa ainda pior, as obras continuaram na sexta-feira.
O que recebi de reclamação naqueles dias (e depois) não dá para contar. O telefone não parava. Teve gente que queria até indenização porque, como me explicou um leitor, não pôde usar o estacionamento que paga por mês e teve de pagar outro lugar para deixar seu carro.
Se isto já não bastasse, também na terça-feira as obras continuavam. Naquele dia um dos responsáveis pelo Ippul me procurou para explicar que estavam pintando as faixas na rua durante o dia devido aos problemas do clima. Ontem pela manhã, também havia trechos fechados e, como sempre acontece, um certo congestionamento.
Sabemos todos que as obras são necessárias, que depois de tudo o trânsito flui melhor. Mas o desconforto produzido é grande. Para piorar, também como alguns reclamaram, tem guarda de trânsito que resolve mostrar toda sua otoridade nestas horas, tratando mal os motoristas, agindo de modo arbitrário, ameaçando multar. E o motorista se torna refém de tudo isto.Educação
Educação, vocês sabem, não é só a que se obtém nas escolas. Tem também a outra, quase natural, mas, infelizmente, bastante ausente nos dias que correm. E que, no entanto, pode ser uma alternativa para resolver problemas.
Esta semana, vi uma cena típica. Um senhor, evidentemente sofrendo problemas de locomoção, começou a atravessar a rua, na movimentada esquina da João Cândido com a Piauí. Quando ele pisou na faixa de pedestres, o sinal estava fechado para os carros. Mas deu poucos passos e o sinal abriu. Fiquei olhando, preocupado.
Então, vi a reação educada dos motoristas que estavam parados. Ambos permaneceram ali, sem que os motoristas buzinassem, sem acelerações tolas, sem avanços perigosos, enquanto o homem, com dificuldades, acabava de atravessar.
Simples, até mesmo uma atitude de respeito à lei. Mas, infelizmente, algo que se vê pouco. No entanto, uma importante demonstração de que com uma atitude tão simples e educada é possível tornar o trânsito mais humano e, por conseguinte, menos perigoso.
Se todos os motoristas agissem assim, apenas educadamente, cairia em muito o total dos acidentes de trânsito em nossa Londrina.Violência
Já que entrei, quase sem perceber, no tema do trânsito, uma notícia que veio de Paris e que chamou minha atenção merece divulgação comparativa. Adianta a agência France Presse que carros, caminhões e outros veículos motorizados matam nas estradas e ruas da França 22 pessoas por dia, segundo informe do governo, que pretende reduzir a cifra mediante um projeto de lei contra os excessos de velocidade.
Com 8.000 mortos anuais, a França é má aluna da União Européia em matéria de acidentes de circulação. O nível de 22 mortos diários é intolerável, disse o ministro dos transportes, Jean-Claude Gayssot, que anunciou a apresentação de um projeto de lei com drásticas sanções àqueles que violarem os limites de velocidade, principal causa da mortalidade nas estradas.
Será criada a noção de grande excesso de velocidade quando o máximo permitido for superado em 50 km por hora. A sanção consistirá no cancelamento da licença de motorista por três meses com multa de 1.600 dólares. Em caso de reincidência, a infração se converterá em um delito.
Vejam que lá como cá o problema é o mesmo. E eles, como nós, tentam também com leis mais duras enfrentar o desafio.Abusos na noite





