As ruas Anita Garibaldi e São Francisco de Assis são maravilhosas artérias residenciais, estreitas e de mão única, encravadas entre a avenida JK e a rua Alagoas. A Anita Garibaldi dá mão no sentido JK-Alagoas. A outra, tem sentido contrário, da Alagoas para a JK. A sinalização a respeito, tanto na JK quanto na Alagoas é perfeita. Só que é elevado o número de motoristas que desrespeita totalmente o sentido das vias.
Um leitor destaca que o Batalhão de Trânsito pode ampliar bastante sua arrecadação, nestes tempos difíceis: ‘‘Basta colocar um policial na rua São Francisco com Alagoas e outro na esquina com JK e ficar multando os motoristas que decretaram que a São Francisco tem mão dupla’’.
Ele critica: ‘‘Tem quem chegue ao requinte de, estando na pista oposta da JK, cruzar a avenida para entrar na São Francisco pela contramão! Isso para não falar em quem está do lado de cá da JK e não quer dar a volta pela Anita Garibaldi. Para estes já faz parte da normalidade entrar direto na São Francisco, sem dar a mínima para a placa em frente. O resultado é uma rua de mão dupla na marra e perigosa para quem confia na lei e nos outros. O caso não é mais de educar. É de multar.’’Semáforos
Recebo do Ippul nota sobre os projetos do órgão para instalar novos semáforos na área central. Entretanto, parece que houve um certo tipo de equívoco porque a nota informa, na abertura, que era uma resposta ao comentário publicado dia 26. Mas o Ippul indica ali que ‘‘as contagens de volume de tráfego já foram realizadas no cruzamento da rua Pernambuco com a Espírito Santo’’, sendo que ‘‘os números apontaram que 1.344 veículos passam pela Pernambuco em hora-pico, enquanto vêm da Espírito Santo 778’’, números que ‘‘justificam a implantação do semáforo que já está no cronograma do Instituto e deverá ser instalado em breve’’. Tudo bem, só que a nota referida pelo Ippul era um apelo para a instalação de semáforo na esquina da Espírito Santo com João Cândido.
De qualquer modo, não há contestação. A esquina citada também é muito movimentada. O plano para aquele cruzamento é o de se implantar, além do semáforo, também tempo específico para pedestres e rebaixamento das guias para acesso de cadeiras de roda e carrinhos de bebê.O nosso Hino
Pelo que senti, parece que a idéia de mudar a letra do Hino de Londrina, tirando a expressão relativa às derrubadas que, hoje, seria considerada ‘‘politicamente incorreta’’ foi deixada de lado. Menos mal. Penso que a letra do Hino é perfeita. E sei que foi um trabalho de inspiração maravilhosa do meu inesquecível amigo Almeida Júnior.
Como sempre digo, uma das poucas vantagens de ficar velho é ter muitas memórias. Quando a gente envelhece em uma cidade nova, como Londrina, tem também a oportunidade de conviver com alguns dos grandes personagens da história da cidade. Tive a felicidade de conhecer Almeida Júnior. Ouvi dele, sem intermediários, a narração de como se inspirou para fazer o hino, encomendado pelo então prefeito Fernandes Sobrinho.
O Hino veio à mente de Almeida Júnior inteiro. E a idéia de Londrina ‘‘das matas e das derrubadas’’, além de ter surgido da visão do poeta, não tem nada de antiecológico. Mudar a letra deste Hino seria como alterar, por exemplo, a introdução do Hino Nacional só porque a ordem indireta torna difícil entendê-lo.Entidade ecológica

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