Praça Londrina (Estelio Feldman)
Recomeçou a discussão em torno do horário dos bancos, com a Prefeitura querendo que volte o horário anterior e os estabelecimentos bancários batendo o pé e defendendo o atual. Nem preciso repetir que considero não só um absurdo mas um enorme prejuízo o atual horário. Banco abrir às 11 horas é um atraso de vida. É só passar por algum banco pouco antes e pouco após para ver o sufoco. Filas imensas, um verdadeiro desperdício.
Se houver insistência em se manter um máximo de 5 horas para atendimento ao público, como atualmente, penso que seria interessante pelo menos pensar numa alternativa: abrir às 10 horas, como antes, mesmo que fechando às 15. Pois, com o atual horário, quem precisar ir a banco ou fazer trabalho bancário, perde toda a manhã. E, muitas vezes, acaba invadindo a tarde. Se o banco abrir às 10, as pessoas terão duas horas para fazer o que precisam.
Indica-se que, hoje, com a automação, com os caixas eletrônicos, com tanta coisa moderna, as pessoas precisam ir menos aos bancos. Também se diz que o movimento maior é só nos primeiros 10 dias do mês. Tudo bem, então por que não se amplia o horário, pelo menos no primeiro trimestre de cada mês? Fala-se tanto em flexibilizar horários, então talvez seja o caso de se estudar a questão dos bancos sob uma ótica mais plena e pensando no interesse dos que usam o trabalho bancário.Água mais cara
Dona Luiza, da lavanderia Bolha de Sabão, procura a Praça para um desabafo. Para ela, não há soluções diante das barbaridades que o Governo comete contra a população.
Ela teve um exemplo disso agora. A proprietária da lavanderia acaba de receber a conta de água, com vencimento para o próximo dia 1º, já contendo aumento nas tarifas de 9%. Um aumento retroativo, conforme assinala a leitora. O fato constitui, segundo ela mesma, um problema a mais, já que não há sequer como o comerciante tentar se ressarcir.
Ela lembra que, com a alta nos preços dos combustíveis e este aumento na tarifa da água, o custo do serviço que presta subiu pelo menos 6%. O aumento com efeito retroativo já torna difícil a situação. E mais: no quadro atual de dificuldades, um aumento nos preços dos serviços pode levar à perda da freguesia.
O negócio é apertar o cinto, economizar em tudo. Mas, como dona Luiza lembra, o trabalho da lavanderia envolve uso de água, de energia elétrica, de combustivel (para recolhimento e entrega). A gente economiza, dai vem o governo e aumenta os preços, reclama a leitora. Ela reclamou com a Sanepar, que disse não poder fazer nada. Então procurou a Praça Londrina, para o seu desabafo pessoal.Ametur
Há tempos não encontrava com Newton Sborgi, que foi, na administração Cheida, por bom tempo, titular da Ametur. Acabei encontrando-o, domingo, no seu estabelecimento comercial (o restaurante La Nona) e Newton não perdeu a oportunidade. Depois de todo o trabalho que se tentou realizar, agora vão simplesmente acabar com a Ametur, lamentou ele.
Não foi a primeira queixa que ouvi. Logo que se anunciou que a Ametur seria desativada, passando o controle do esporte a ser feito através de convênio com a UEL, algumas pessoas ligadas ao setor vieram falar comigo. Todas, indistintamente, lamentando a idéia e temendo que com isso o esporte amador em Londrina pode ir, definitivamente, para o brejo. E num momento muito ruim.
Vejam que Londrina conseguiu montar boas equipes de basquete masculino e de vôlei feminino, pode repetir no primeiro o bom desempenho obtido no campeonato nacional passado, e deve fazer melhor figura no volêi, agora. Isso sem falar no atletismo, há muito abandonado e que, no entanto, tem enorme potencial.
Esporte não é despesa, é investimento que dá excepcional resultado, tanto no aspecto hunmano quanto no promocional. E a gente está jogando tudo isso fora.Semáforo





