Praça Londrina (Estélio Feldman)
Arquivo/FolhaA grande famíliaJohn, Jacqueline e um dos filhos. A família que mudou a Casa BrancaQuando a gente diz que o tempo cura tudo, as pessoas (notadamente os mais jovens) mostram-se céticas. No entanto, é a mais pura verdade. Quando eu disse, sábado, ao meu filho, que havia ficado profundamente chocado e triste, há 34 anos, em 22 de novembro de 1963, quando veio para a redação a notícia do assassinato de John Kennedy, ele estranhou. Vejam, quase ninguém lembrou, no sábado, aquela morte. Passaram-se 34 anos, o que não é tanto tempo assim, e no final de semana, quase ninguém falou no assunto. Domingo, vi um especial no Canal Mundo, da TV a cabo, relembrando a vida e a passagem meteórica daquele político norte-americano. E voltei a me emocionar.
Claro, hoje, com a perspectiva do tempo, com as revelações todas a respeito de certas passagens pessoais da vida de John Kennedy, o mito perdeu muito. Mas quando você volta no tempo, lembra a mudança que John e Jacqueline provocaram não só na história dos EUA mas de todo o mundo, ainda sente a emoção. John Kennedy, como toda pessoa humana, tinha falhas. Mas foi uma personalidade impressionante em seu tempo. O que poderia ter feito, caso não tivesse ocorrido o atentado de Dallas, é só hipótese. Foi o mais jovem presidente eleito dos EUA. E mudou a face do mundo, nos seus poucos anos. Agora, uma geração passada, quase nem mais é lembrado.Detran 1
Recebo mensagem de um leitor que é mais que uma queixa, é um brado de alerta, uma reclamação muito séria em relação ao modo como trabalha o Detran, em Londrina. Diz a carta:
Na virada para o terceiro milênio, o Detran de Londrina vive ainda na idade das trevas. Precisei saber uma coisa deles e liguei para lá. Mas a atendente disse que não pode prestar qualquer informação por telefone! Insisti, e ela bateu o pé, dizendo que isso é uma proibição feita pela direção. Tem mais, companheiro: Eles só funcionam até 15 horas!
Sem poder controlar sua ira, o leitor continua:
Que coisa mais antiga! Num momento em que o mundo inteiro fala em cliente, consumidor, atendimento com qualidade total, ISO 9000, facilidade, desburocratização, democratização da chamada coisa pública, satisfação do freguês, alta modernidade, compras pela Internet, talão de cheque pelo Correio, pagamento de conta de luz no Correio... o Detran de Londrina mete o pé no freio e desembala qualquer expectativa do povo! Até a Unimed já marca consulta por telefone!
Sem dúvida, é uma situação que revolta. Um órgão público deveria ter como preocupação atender do melhor modo possível o cidadão.Detran 2
O leitor que se queixou do Detran tem, porém, outra reclamação a fazer. Diz ele na sequência de sua carta:
Que desglobalização, heim? Quer dizer, você precisa ir lá na Rua Suindará, longe pra burro, ficar pelo menos duas horas numa fila, ser atendido geralmente por funcionários mal-humorados, e se faltar um carimbo que só se obtém no centro da Cidade, você precisa voltar e... Aliás, já não era tempo do Detran de Londrina ter uma sucursal no centro da Cidade, bem cuidada, com atendentes de primeira, bem preparados? Será que eles ficam naquela lonjura para esconder alguma coisa? O quê?
Completando, assinala a mensagem:
Puxa, o comércio está abrindo aos domingos (como deve ser: abrir e fechar a hora que bem entender) e a direção do Detran de Londrina mantém sua arrogância de órgão público do tempo da burra ditadura!
Penso que a idéia é mais que interessante, é oportuna. De fato, a gente também fica assim meio abobado, sem pensar que é justo pedir que um órgão público, da importância do Detran, atenda em local mais acessível e com mais flexibilidade. Pelo que me parece, e que me lembre, não ouvi nenhuma vez uma reivindicação desse tipo. E está na hora de fazê-la.Deck Café





