Nas manhãs de quinta-feira, já saio prevenido de casa. Sei que vou me defrontar com um congestionamento imenso na subida da Goiás. A causa, sabe-se, é a feira livre que funciona no centro naquele dia e, também, no domingo. Não sou contra a feira e o fato de informar que já saio precavido apenas indica o conhecimento de uma realidade.
Mas, ontem, graças à ‘ajuda’ das autoridades, a situação ficou muito pior. É que resolveram pintar sinalização na esquina das ruas Piauí e João Cândido precisamente na quinta-feira pela manhã. Aí, não foi apenas um congestionamento, foi o caos total. Para chegar ao centro, precisei (como todos quantos transitam por ali aquela hora) de uma dose extra de calma. Depois, andando pela região central, vi o resultado da falta de visão dos que resolveram mandar fazer o trabalho no pior dia e no pior horário possíveis: pouco antes das 8 horas, a situação ali diante do Colégio São Paulo, na descida da av. São Paulo e até a Goiás era inacreditável.
Fechar a subida da João Cândido na altura da Piauí cria um problemão, porque afunila tudo. Durante alguns dias, isso teve de ser feito por causa das obras ali na própria João Cândido, esquina com a Pio XII. Mas esta pintura de ontem de manhã poderia ter sido feita outro dia e outra hora. Faltou um pouquinho de visão de quem mandou fazer o serviço naquela parte do dia.Combustíveis
Pelo que pude observar, alguns postos de abastecimento mantiveram - pelo menos até agora - o preço do álcool. Pelo que sei, está certo porque a alta autorizada incide sobre o álcool anidro, usado para mistura na gasolina. O álcool carburante não parece ter tido seu preço alterado.
A verdade é que a confusão ainda persiste. Os preços estão variando muito. Pior, tenho visto postos que não colocam em lugar visível o preço que estão cobrando. Quanto a mim, decidi: não entro em posto que não mostra o preço. Não quero brigar, só não quero ser explorado. Penso que, além de ser determinação legal, é do interesse do dono do posto afixar o preço para informar o eventual cliente.
Quanto a nós, consumidores, temos de manter a mesma postura de sempre: procurar o melhor preço ou as melhores condições. Se seu veículo é a gasolina, procure bem que você vai achar preços adequados. No mais, penso que a gente também deve adotar outras normas para economia: dar uma boa regulada no motor ajuda. Percebi isso pessoalmente. Depois de uma regulada, o consumo de meu carro melhorou. Custa um pouco, mas existe uma vantagem a longo prazo. E, hoje, qualquer meio para conseguir reduzir as despesas é importante.Cinemas
Um leitor veio comentar comigo a questão dos preços de ingressos nos cinemas. Ele sabe que por aqui o ingresso é mais barato que, por exemplo, em São Paulo. Mas, pondera, ainda é caro. Principalmente nos fins-de-semana. E comenta:
‘‘Por menos de R$ 4,00, a gente pode alugar uma fita de lançamento em qualquer locadora e ver o filme em casa, com uma série de vantagens: mais gente pode ver, não se gasta com guloseimas, não é preciso se preocupar com o horário, nem é necessário ficar em dúvida sobre como ir, ou que tipo de condução usar.’’
O leitor comenta, ainda, o que considera uma incoerência: cobram mais caro nos dias em que as pessoas mais gostam de ir ao cinema, no fim-de-semana e nos feriados. ‘‘O contrário - diz - é que seria mais acertado. Para conseguir um grande público, na Supercopa, o São Paulo baixou o preço dos ingressos, levou 25 mil pessoas ao estádio. Já os cinemas, ao contrário, no dia melhor cobram mais caro. Se cobrassem menos, teriam mais público.’’
Concordo com boa parte do raciocínio do leitor. Gosto das sessões mais baratas, no meio da semana, um jeito também de se atrair o público. Mas é claro que gostoso é ir ao cinema domingo. Por ser mais caro a gente fica em casa, vendo o Fantástico.Santa Casa

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