Praça Londrina (Estelio Feldman)
Vi a entrevista do dono de um posto de combustíveis que era taxativo. Anunciava que iria repassar integralmente para o consumidor o percentual do reajuste que viria para gasolina e os demais produtos. E o dono de uma revenda de automóveis não foi menos direto: disse que vai cobrar do consumidor a alta do IPI, anunciada no pacote do Governo, porque, explicou, ele não tem nada com isso. Segundo aquele comerciante, o Governo cobra e o consumidor paga. Quanto a ele, é só um intermediário.
Creio que pessoas que pensam assim estão esquecendo um pequeno detalhe: o consumidor não é a vítima que deve receber todos os problemas. Ao contrário, para o comércio a idéia deveria ser a de que se está diante de sua excelência, o consumidor. Tratá-lo sem respeito, considerá-lo um tipo de ser inerte, sem vontade, não é só abusivo, é uma tremenda bobagem.
Felizmente, o consumidor brasileiro evoluiu muito, nestes últimos anos. Não aceita mais passivamente os abusos, exige qualidade, reclama de preço e usa seu poder de não comprar quando percebe que estão querendo assaltá-lo. Ademais, também é preciso levar em conta a realidade. O dinheiro do consumidor anda curto. O assalariado, se manteve o emprego, não teve grande reajuste nos últimos anos. O comerciante que oferecer o melhor a preço menor, vai sentir a diferença.Aeroporto
A nota oficial do responsável pelo aeroporto de Londrina, justificando a existência do estacionamento, alvo de muitas críticas, provocou resposta de vários leitores. Uma delas voltou a insistir numa questão que considera, com razão, da maior importância: o preço. Segundo ela, a cobrança de R$ 1,50 por meia hora é elevada demais. Ainda mais porque não há nenhum tipo de alternativa para o usuário.
Outra leitora contesta a alegação apresentada na nota enviada pela administração do aeroporto, que diz respeito à presença de flanelinhas. Segundo a nota, eles seriam uma ameaça aos motoristas. A leitora diz que, se houver policiamento no local, é fácil evitar a ação dos flanelinhas ou de quem possa ameaçar os motoristas ou seus carros. Ela questiona o fato de não se poder usar a Praça Nishinomiya para estacionar. Afinal, lembra, A Praça é do povo, como o céu é do condor (conforme o sempre lembrado Castro Alves). Claro, a leitora sugere estacionamento na rua diante da praça e não dentro do logradouro.
De qualquer modo, o que é possível perceber é que a questão do estacionamento no aeroporto continua a provocar discussão. Não é um assunto devidamente explicado segundo opinião de muita gente.Praças
A propósito de nota publicada ontem, a respeito da situação de algumas praças, recebi mais queixas e críticas do público. Uma leitora, que mora no conjunto do Café, local que tem muitas praças - e onde mora aquele leitor que reclamou do uso do local para estacionamento - contou que na área em que mora a situação é pior: estão usando as praças como depósito de lixo.
Está faltando um pouco de senso por parte de quem resolve usar praças para jogar lixo. É uma situação muito complicada, até porque as pessoas que se sentem ofendidas com isso são impotentes diante de tal atitude. Dá até medo chegar para alguém que está transformando um local público em depósito de lixo e chamar a atenção. Até pela atitude desrespeitosa, dá para notar que se está diante de um tipo irracional, que pode agredir a quem resolva interpelá-lo.
Esta história de jogar lixo por aí está ficando muito complexa. Recentemente, divulguei aqui a crítica de uma leitora sobre o uso de um terreno baldio, perto de uma academia de natação, no Aeroporto, também como depósito de lixo. Com a publicação da nota, foi feita uma limpeza no local. Mas, segundo a mesma leitora, a prática de jogar sujeira voltou a acontecer.Desarmamento





