Praça Londrina (Estelio Feldman)
Coisa ruim a gente percebe logo. Coisa boa, por vezes nem se nota. Quando aconteceu o vendaval que derrubou torres de transmissão de Itaipu, ficamos sabendo da ameaça: poderia haver cortes longos de energia, havia o risco de blecaute por toda parte. Só uma coisa diminuiria o perigo: a ação comum dos consumidores, reduzindo o uso da energia. Foram feitos apelos, inclusive aqui mesmo. E o que aconteceu? Nada! Mas um nada positivo!
Houve poucos cortes. Em alguns pontos de Londrina, por exemplo, não houve corte nenhum. Apesar da gravidade da ocorrência, a resposta do público foi correta e plena. Ontem, inclusive, a Copel publicou anúncio destacando a reação positiva do povo, indicando que graças a este tipo de entendimento e de ação comunitária não houve prejuízos maiores face à ocorrência.
Pois é, uma vitória de todos nós, usuários, consumidores, uma prova definitiva de que os brasileiros estão ganhando cada vez mais consciência não só de seus direitos mas de seus deveres. O que se viu foi o exercício pleno da consciência de cidadania em um momento muito crítico.
As consequências do acidente poderiam ser terríveis para todos nós. E só não foram porque aconteceu a resposta certa. Conseguimos reduzir o consumo em nome de uma situação ameaçadora. Agora, penso que devemos continuar a fazê-lo, em nome do nosso bolso.Pagar
Inacreditável. Recebi duas queixas de leitores devido a dificuldades que encontraram para pagar as respectivas contas. Vejam vocês: numa época de tantos problemas, com um aumento na tal inadimplência, é até curioso receber queixas de quem quer pagar as contas.
A primeira reclamação foi em relação à Mesbla. Uma leitora veio contar que foi pagar sua prestação e enfrentou muitos obstáculos para fazer o pagamento. Contou que a loja não manda mais extratos e que o cliente é que deve ficar procurando saber, por telefone, quanto deve para poder pagar. Conta que quando reclamou na loja a uma pessoa recebeu como resposta a informação que o problema era dela, cliente!
Já outro leitor veio contar que não recebeu o extrato para pagar o seu cartão de crédito. No caso dele, foi mais fácil, em termos: precisou localizar um extrato antigo para saber qual o número que deveria ligar para ser informado sobre a situação de sua conta. Depois de um longo período, com uma série de indicações telefônicas sobre códigos e números, conseguiu a informação. Mas a queixa é justamente sobre toda a dificuldade para pagar, o que inclusive incluiu a necessidade de ir a um banco, apanhar um extrato avulso e fazer o pagamento. Engraçado isto, até pagar está ficando difícil. Praças
Um leitor liga para dizer de sua preocupação em relação às praças públicas, notadamente (o que é natural) com as existentes perto de sua casa. E revela que tem enfrentado um sério problema: motoristas que estacionam seus carros nas praças, em cima da grama, sem qualquer respeito pelo local. O motivo do uso indevido das praças, revela o leitor, é a existência de árvores (muitas das quais, pelo menos as que existem perto de sua casa, foi ele quem plantou). Sem qualquer preocupação com os estragos, os motoristas colocam os carros no gramado, para fugir do sol.
O leitor conta que já reclamou na Autarquia do Meio Ambiente, já foi ao Detran, e ninguém deu qualquer atenção. Mandam-no de um a outro lugar, sem qualquer solução. Daí, veio para esta Praça pedir que alguém o ajude a preservar as praças em geral, ameaçadas por motoristas irresponsáveis.
Quem também tem reclamação similar é uma leitora, dona Vilma, que ligou para se queixar de motoristas que estacionam os carros no gramado, perto da barragem, no Igapó. Diz ela que, com isto, dificultam a vida das pessoas, que precisam desviar dos carros, além de estragar a grama. Entende ela que o Igapó é para as pessoas e não para os carros.146 - sempre ocupado





