O que parecia apenas uma probabilidade tornou-se uma possibilidade. Todos aqueles comentários sobre a necessidade de redução no consumo de energia elétrica para evitar um blecaute tornam-se mais efetivos diante do vendaval que derrubou torres de transmissão de Furnas. Agora, a possibilidade de se ter cortes de energia é efetiva. E, naturalmente, a necessidade de reduzir o consumo se torna maior.
Temos, de modo geral, quase sempre a impressão de que não será a lâmpada acesa em casa, em um cômodo que ninguém está ocupando, ou a TV que fica ligada sem ninguém ver, que vai fazer a diferença. Mas vamos pensar em alguns milhões de lâmpadas, de aparelhos de TV ligados sem necessidade e teremos assim um outro quadro. Até mesmo esta história de tomar banho no horário de pico, que poucos levam em conta.
Entre 6 e 8 da noite é o horário em que, normalmente, a gente manda as crianças para o banho. Mas, com o horário de verão, como há mais tempo de luz natural, não faria mal deixá-las brincar um pouco mais e adiar o banho. São também milhões de banhos que podem fazer a diferença.
Agora, a gente tem outra opção: é comprar velas e, quem sabe, lampiões. Talvez, mesmo com todo o esforço para economizar, não seja possível evitar o desconforto de algum corte. Mas, sem dúvida, a gente pelo menos terá a consciência tranquila de ter tentado. E, sob a luz do lampião, teremos tempo para meditar sobre a importância da energia elétrica em nossa vida.Engarrafamento
Um leitor veio aqui para dizer que não são apenas as ruas centrais (quase todas muito estreitas) de Londrina que provocam engarrafamentos terríveis. Diz que isto acontece também em outros pontos e cita, especificamente, a Leste-Oeste que, principalmente nos chamados horários de ‘rush’, fica verdadeiramente intransitável. E pondera que não conseguiu, com seus parcos conhecimentos técnicos, descobrir um modo de resolver o problema.
Fiquei pensando e lembrei da orientação que recebi, há alguns meses, de outro leitor quando se queixava do engarrafamento da JK. Ele me disse que a melhor solução é a de procurar caminhos alternativos, fugindo precisamente destes que todos tomam, até por hábito.
Em alguns casos, levei a sério esta sugestão. Muitas vezes, quando vou para casa, ao invés de descer pela JK, sigo mais dois quarteirões pela Souza Naves e passo pelo Moringão, evitando semáforos e até um movimento maior. Quando tenho de ir, de onde moro, perto do Canadá, para os lados do Shangri-lá, tenho encontrado alguns caminhos alternativos, sem passar na JK ou na Higienópolis, sem enfrentar semáforos e muito trânsito. Mas isto exige, naturalmente, mais atenção nos cruzamentos.
Não sei se isto se aplica a quem passa pela Leste-Oeste, mas penso que os que andam por lá talvez pudessem estudar um pouco mais o percurso, criando alternativas. Resolve o problema de quem preferir mudar seu itinerário.Aeroporto
Perdi a conta das reclamações que recebi a respeito do estacionamento do Aeroporto. Como demorei muito a citar o assunto, é provável que alguns dos leitores que me procuraram tenham pensado que não dei importância às reclamações, o que, sem dúvida, não é certo. Tudo o que os leitores falam para mim, todas as reclamações, queixas e mesmo elogios, tudo é devidamente considerado. O problema com a questão do estacionamento do Aeroporto foi a necessidade que senti de ver a situação e sentir pessoalmente o problema.
E concordo com os leitores. Assim como acontece com tantos outros problemas aqui colocados, não sei como se poderá fazer para resolver o assunto, mas penso que a situação ali, o preço que se cobra para estacionar veículos - alto demais - e a impossibilidade de uma alternativa justa para as pessoas que precisam parar por lá, tudo junto constitui uma violação (ainda que não se possa considerar ilegalidade) ao direito dos cidadãos.
Pior é a mágoa das pessoas que não têm escolha. Talvez alguém diga, por exemplo, que é quase igual à situação na Rodoviária, onde também não há opções, a não ser deixar o carro lá longe.
Mas, penso, há algumas distinções: começa pelo preço, na Rodoviária é mais barato o custo do estacionamento. Depois, se a pessoa ficar menos de 15 minutos, não paga. E se comprar alguma coisa nas lojas do Terminal Rodoviário, também não.Caos na Pernambuco

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