Um leitor veio me contar, ainda assustado, que esta semana, pelas 10 horas da manhã, um desconhecido (certamente um ladrão) invadiu sua casa. Ele havia viajado a serviço e só sua esposa estava em casa. Mas o local não é deserto (é perto do Country), a casa estava aberta, tinha um carro na garagem, o horário não era exatamente convidativo para a ação de criminosos. Mas o marginal pulou um muro relativamente alto, e estava entrando quando deu de frente com a dona da casa, que saía do banho.
O que salvou a situação foi a existência de um cachorro na casa. O animal estava dormindo - o que certamente mostra que o marginal agiu com certa cautela - mas despertou com o grito da dona. E avançou, atacando o invasor que, com várias mordidas, acabou conseguindo fugir. Segundo o leitor narrou, sua esposa, traumatizada, só pode revelar que o desconhecido estava com um daqueles coletes usados por funcionários em empresas de segurança. Que segurança!
Não fosse a existência do cachorro, nem é bom pensar no que poderia ter acontecido diante da ousadia do invasor. E isto, novamente, nos remete à questão do aumento da insegurança entre nós. Para o leitor, isto reflete plenamente esta situação em que se conjugam a falta de uma efetiva ação policial com o agravamento do problema social. Mas é certo que os cidadãos merecem ter mais garantias de segurança para sua vida.O órgão
Podem apostar: monsenhor Bernardo Gafá, que os amigos conhecem como padre Bernardinho, abriu uma verdadeira guerra ao anunciar que o órgão que está na Catedral ‘só serve para atrapalhar’, dizendo que o melhor seria levá-lo para o Museu. Ontem, logo cedo, eu já havia recebido vários apelos em defesa do órgão, acompanhados de fortes críticas ao monsenhor.
A maioria lembra a parte histórica: o órgão, dizem, faz parte mesmo da vida religiosa e cultural de Londrina. Não deixam também de lembrar das campanhas feitas para recuperá-lo e trazê-lo de volta, o que mobilizou toda a comunidade. Como me disse, indignada, uma leitora, o modo como a questão é tratada evidencia total falta de respeito histórico com as coisas em Londrina. Ela até aproveitou para criticar a Catedral, lembrando que a construção antiga era maravilhosa, ao tempo em que comentou que em muitos países há edificações mais antigas, todas conservadas. ‘Primeiro derrubaram a velha Catedral, agora querem tirar dela o órgão, que faz parte da História, que foi restaurado graças ao empenho de muitos’, assinala.
Em um ponto, concordo com monsenhor Gafá: o órgão precisa funcionar. Tenho porém a certeza que será bem mais fácil recuperá-lo agora do que foi no passado. Talvez a atitude do monsenhor, aliás, tenha visado exatamente isto: dar um safanão na comunidade, mobilizar a todos para fazer o órgão funcionar.Cinema na Concha
Devido à chuva, o projeto Sábado Tem Cinema, da Secretaria da Cultura, que tinha programado a exibição de um filme na Concha para o dia 24 passado, foi transferido para amanhã, a partir das 19h30. Será apresentado na oportunidade o filme ‘Tristeza do Jeca’, produzido em 1961 pela Pan Filmes e tendo como principal intérprete o ainda lembrado Mazzaropi.
Penso que ainda há quem se lembre de Mazzaropi, um humorista que surgiu no rádio e que conseguiu ser dos poucos artistas brasileiros a fazer uma carreira no cinema com sucesso. Ele protagonizou uma série de filmes, começando primeiro na Vera Cruz, mas acabou se tornando dono de sua própria produtora. Até hoje, seus filmes são reexibidos, inclusive na TV, sempre com muita aceitação.
Não sei se devido ao fato de Mazzaropi ser mais conhecido de pessoas mais velhas, mas a informação que a Secretaria da Cultura dá é que para a exibição de amanhã os idosos do Asilo São Vicente de Paulo são convidados especiais. É sem dúvida uma boa idéia. Mas creio que também os mais jovens poderão apreciar este trabalho de Mazzaropi, um artista de grande talento que soube aproveitar o cinema, sendo por muitos anos um dos poucos brasileiros a ter destaque na chamada sétima arte.
O projeto Sábado Tem Cinema consiste em apresentações quinzenais de sessões de filmes projetados em telões. É itinerante e será apresentado em todas as regiões da Cidade.Residência na UEL

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