Praça Londrina (Estelio Feldman)
No ano que vem, todas as pessoas vão ter de prestar contas ao Leão do Imposto de Renda. A informação foi divulgada no começo da semana e indica que a iniciativa visa oferecer à Receita informações mais completas sobre a situçaão dos contribuintes.
Como vocês sabem, e se não sabiam vão ficar sabendo, as pessoas precisam do número do CPF (ou CIC) para várias coisas, inclusive abrir contas bancárias. E é grande o número dos que não declaram, até porque não têm rendimento mínimo para isto. A lei a respeito é clara: os isentos, aqueles que ganham menos do que o exigido (pouco mais de 10 mil reais por ano), não precisam declarar. Não precisavam. No ano que vem, vão ter de fazê-lo.
A Receita adianta que o formulário para as declarações dos isentos será dos mais simples. Mas como a maioria dos que vão ter de preenchê-la é ainda mais simples, não há dúvidas que isto criará alguns problemas. Pior será para os que terão de pedir ajuda a terceiros, inclusive pagando, por uma coisa que no fim parece de pouca utilidade para a maioria.
Mas que seja tudo em nome de um trabalho que visa acabar com fraudes e dar uma organização melhor ao assunto. Naturalmente, espera-se que este tipo de coisa não se torne habitual. Afinal, quem ganha menos que o mínimo para declarar, já é suficientemente cheio de problemas para que tenha, ainda, de ficar preenchendo formulários que o recordem de sua situação.Pedestres
Semana passada, recebi ligação de uma senhora, que conheço há anos, e que, depois de concordar com as ponderações relativas às dificuldades para os pedestres, em Londrina, pediu que citasse outro trecho perigoso e difícil: a esquina das ruas Souza Naves com Borba Gato. Ali, conforme contou, tem a Unimed em uma esquina, várias clínicas nas outras, padaria. Como ela tem de atravessar o local seguidamente, a informação que dá é de vivência. E conta que tem dia em que perde 15 minutos esperando uma possibilidade de atravessar a rua.
Para tornar a questão mais atual, ela informou que um dia reclamou de um guarda que estava por lá. Ele disse que não havia nada a se fazer a respeito. Acho curiosa esta posição de guardas e, também, em alguns casos, de fiscais: as pessoas pedem providências, eles dizem que não há nada a fazer. E consideram o assunto encerrado. Ora, tem que haver solução quando uma pessoa reclama. E acredito que a direção do Ippul, que tem se mostrado muito sensível aos reclamos da população, vai verificar a situação ali, encontrando uma solução para as dificuldades de muitas pessoas que, como a leitora, não conseguem atravessar a Souza Naves.
Há muitos pontos assim perigosos para pedestres por vários pontos de Londrina. E é preciso que a gente os aponte para que a autoridade competente faça alguma coisa.Hospital
A leitora Louris Cechini ligou revoltada para contar o que se passou com alguns jovens que haviam sido atacados por abelhas. Segundo contou, eram garotos que foram a um sítio localizado no patrimônio São Luiz. Ali, ocorreu o ataque que deixou alguns deles em triste estado. A pessoa que acompanhava os garotos os levou ao Hospital Evangélico. E, conforme a leitora, eles não foram atendidos porque não sabiam informar se tinham convênio. Acabaram sendo levados ao posto que funciona na Colina Verde.
A alegação do hospital é justamente a de que o atendimento normal é feito na Colina Verde. Na av. Bandeirantes, só são atendidos os portadores de convênio ou os clientes particulares. O problema, como assinala a leitora, é que, ao que se saiba, o Evangélico é um hospital e diante da doença e do perigo, as pessoas o procuram. O não atendimento, como ocorreu na circunstância, revela, segundo dona Louris, uma falta de sensibilidade e de interesse pela vida. O que destoa do fundamento para a existência de um hospital.
O mais sério, como ela faz questão de lembrar, é que havia enorme risco para as crianças. Se alguma fosse alérgica, poderia ter morrido. E então, o que se poderia fazer para compensar a vida perdida?
Alguns dos garotos possuíam convênio, mas não estavam com os documentos. Felizmente, superaram o problema, mas não graças ao Evangélico.TV a cabo





