Arquivo/FolhaReflexãoVocação de criança é brincar. E, brincando, aprendem a vidaNesta Semana dedicada às crianças, e que culmina no domingo com o Dia delas, muitas promoções marcam a data. A Biblioteca Ramal Vila Nova, que funciona na Praça Nossa Senhora Aparecida, por exemplo, tem promoção o mês inteiro, com fantoches, vídeos, artesanato em argila, pintura com guache, filmes, desenhos e mágicas. Para atividades de argila e guache, as inscrições podem ser feitas até o dia 17 e a idade mínima é 8 anos.
Estabelecimentos comerciais, como o shopping Catuaí e o Armazém da Moda também estão realizando promoções para as crianças. Claro, é um modo de atraí-las (e os pais) mas também é uma forma de destacar a data e dar às crianças aquilo que elas precisam: diversão, brincadeira.
Criança precisa poder brincar e estudar. Infelizmente, a gente vê muitas delas é na dura luta pela vida, desde cedo. Tem também aquelas que estão começando do modo errado, pedindo esmolas por aí. Aprendem mal e errado. Tenho insistido sempre que dar esmolas para as crianças não resolve seu problema, ao contrário, pode agravá-lo. Todavia, a gente não pode deixar de perceber que é duro vê-las por aí, pedindo ‘um trocado’, cheirando cola, fazendo bagunça, e não fazer nada. Muitas vezes, a gente dá um trocado até como alívio da consciência.
Só que não resolve. Nesta Semana dedicada a elas, é importante uma reflexão mais ampla, uma mobilização maior para que se busquem soluções e não paliativos para o drama das crianças aqui como em toda parte.Semáforos
Recebi nota do Ippul - Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina - enviada no último dia 3, informando que naquela data estava entrando em funcionamento um sistema detector de avanço de sinal vermelho, no cruzamento da rua Rio de Janeiro com avenida JK. O equipamento foi instalado para demonstração e avaliação do diretor-presidente do Ippul, engenheiro Mário Stamm Junior.
É, sem dúvida, uma grande idéia. Um dos sérios problemas do nosso trânsito está precisamente ligado à desobediência dos motoristas em relação ao sinal vermelho. O que a gente espera é que o equipamento funcione bem porque, parece, não há outro modo de evitar que os motoristas - e também os motociclistas - desrespeitem o sinal vermelho.
E já que estou no assunto, preciso fazer uma correção. Na sexta-feira publiquei comentário sobre os problemas do semáforo para pedestres, da alameda Miguel Blasi, com uma foto. Na foto, o sinal estava verde e um carro passava pela rua, o que provocou o comentário sobre o abuso do motorista. Mas um leitor, que está na foto, ligou para informar sobre o equívoco: o sinal estava verde para o outro lado e o carro na foto não estava furando o vermelho. Menos mal que não publicamos a placa do carro. De qualquer forma, ainda que a legenda tenha tido um engano, a dificuldade que os pedestres enfrentam no local é um fato que deve merecer atenção.Albergue Noturno
Há tanto tempo que o pessoal do Albergue Noturno não me ligava que até fiquei pensando que eles não estavam mais com problemas. Mas dona Júlia me ligou semana passada para dizer que eles estão precisando de ajuda da população.
Como sempre tenho dito, e não é invenção minha mas uma observação feita há tempos pelo jornalista Wilson Silva, caridade não é ação, é reação. As pessoas reagem - e muito bem, graças a Deus - sempre que sabem que alguém precisa. Por isto é que pedir esmolas funciona: a pessoa se sente quase obrigada a dar alguma coisa a quem pede diretamente.
Pois o Albergue está precisando de roupas usadas, sapatos e também gostaria de receber brinquedos quebrados. As roupas são necessárias para as pessoas que o Albergue atende - diariamente, em média, são atendidas ali 60 pessoas. Inclusive dona Júlia informa que o Albergue aceita uniformes rasgados que algumas firmas possuem, quando trocam os de seus funcionários. O pessoal ali conserta e alguém vai usar.
O Albergue, vocês sabem, funciona na rua Araguaia, 589. Mas se você tem alguma coisa para dar e não quer (ou não pode) ir até lá, basta telefonar para o número 329-0137, dar o endereço que o pessoal vai buscar. Quer dizer, fica fácil ajudar, não dá quase nenhum trabalho. E as pessoas carentes atendidas pelo Albergue ficarão muito gratas, sem dúvida.Presente para Londrina

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