Que estacionar, em Londrina, está se tornando uma coisa cada vez mais complicada e difícil, nem é preciso dizer. Quem não tem local para estacionar e não paga em algum estacionamento, sofre, principalmente na área central. Para garantir um pouco mais de rotatividade, e criar receita para entidades assistenciais, surgiu a Zona Azul. Não é uma solução, mas até ajuda.
Ocorre que a Zona Azul vigora no horário comercial. Fora dele, o estacionamento é livre. Ou deveria ser. Acontece que assim que acaba o horário da Zona Azul, e principalmente quando anoitece, surgem outros ‘donos’ do local, os ‘guardadores de carro’.
Nesta fase tão complicada da vida, a gente deve relevar alguma coisa. Afinal, com isto algumas pessoas podem defender os trocados. Mas é que ocorrem coisas, não só na Zona Azul, mas em qualquer parte, que provocam ira. E medo. Uma leitora contou que no fim de semana foi a um bar, no Shangri-Lá, o ‘Água Doce’. Deixou o carro estacionado na rua. Quando voltou, tinha um ‘guardador’ lá. Ele não estava lá, conta, quando ela chegou. Daí deu-se a confusão. Ela só estava com uma moeda de 25 centavos. Deu ao ‘guardador’, que reclamou e devolveu. Ela foi embora, não sem antes ouvir: ‘Só não sei se seu carro vai ficar em paz da próxima vez’, disse o ‘guardador’.
Ana Paula, é o nome dela, telefonou para contar isto e para dizer que se sentiu ameaçada. E que dificilmente voltará àquele lugar, por estar mesmo com medo da represália. Prejuízo até para o dono do bar, que perdeu uma cliente.Contas a pagar
O leitor Adalto da Cruz, que mora na mesma rua que eu, Guararapes, mandou carta para o jornal para se queixar da confusão que se formou na questão do pagamento de contas de luz, água e telefone. Conta que um dia destes pegou as 3 contas e foi pagar na Caixa Econômica. Daí, foi informado que poderia pagá-las nas Casas Lotéricas. Tentou a que está próximo de sua casa. Foi informado que, lá, eles só poderiam receber o pagamento da luz com 10 dias de atraso, o do telefone com 15 dias e a água com qualquer vencimento.
As 3 contas, informa, estavam com 16 dias de atraso - o pagamento dele também foi feito com atraso. Daí, o que aconteceu? Ele pagou a água na Lotérica, a luz na farmácia e o telefone no Correio. ‘Saí de casa às 13 horas, voltei pelas 16h30’, narra. Três horas e meia para pagar água, luz e telefone.
Sei que a Copel, a Sanepar e a Sercomtel oferecem débito automático em conta. Mas primeiro é preciso ter conta em banco. Depois, é necessário ter saldo. No caso do leitor, com o atraso no pagamento, não haveria dinheiro para pagar as contas.
Concordo com o sr. Adalto e entendo que facilitar a vida dos usuários é também um modo de prestar serviço. A Sanepar, pelo que foi narrado, aceitando pagamento atrasado, sem restrições, ajuda. As outras também poderiam fazer o mesmo. Afinal, facilitar o pagamento das contas vencidas também é um modo de prestar serviço à população. O Papa
O Papa João Paulo II chega amanhã ao Brasil. Confesso que, embora com quase plena certeza da impossibilidade da idéia, eu bem queria que ele viesse a Londrina, como se cogitou há algum tempo. Mas, se não vem para cá, estará entre nós, em solo brasileiro, sob o nosso céu, admirando o Cruzeiro do Sul, orando junto com o nosso povo.
Vi e li que houve algumas (poucas, felizmente) manifestações contra a visita e contra o visitante. Um absurdo. O Papa não é, apenas, o Sumo Pontífice da Igreja Católica, que tem milhões de adeptos no Brasil, bilhões no mundo, mas é, também, uma das figuras mais importantes da Humanidade. Seu papel vai além até da Igreja que chefia; o apostolado que realiza, há anos, constitui um exemplo e um sinal.
Lembro da primeira visita que o Papa fez ao Brasil. Ele era mais novo - eu também - e sua presença marcou muita gente. Hoje, enfrentando sérios problemas de saúde, ele volta e terá, sem dúvida, a recepção carinhosa, amiga, quente, feliz de todo povo brasileiro, independente da crença que se professe.
Pois João Paulo II é um visitante em nossa casa, uma figura ímpar que nos honra ao aceitar o convite e estar conosco por alguns dias.
Seria melhor poder vê-lo de perto, mas a TV nos vai mostrar a visita, os jornais vão noticiá-la e, sem dúvida, nestes dias em que o Papa estiver entre nós, haverá um pouco mais de amor no Brasil.Violência vitoriosa

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