Dorico da SilvaFalha imperdoávelRotatória recém-construída no centro: sem rampa para deficientesEstá terminando o mês de setembro que, entre outras coisas, foi dedicado também aos deficientes físicos em sua luta para conseguir melhores condições de vida na comunidade. Houve muita atividade, institucionais nos meios de comunicação mostraram as dificuldades, principalmente de quem usa cadeiras de rodas ou tem que se servir de muletas, e muito se falou das deficiências de antigas edificações que não levam em conta as necesssidades dos deficientes.
Semana passada, um leitor me chamou a atenção para outro fato. Lembrando que o que foi feito de errado, em outras épocas, pode ser corrigido, assinalou que em seu entendimenoto o pior é que, a partir das autoridades, ninguém se preocupa em fazer certo o que realiza agora. E citou especificamente a nova rotatória que se fez recentemente no centro da Cidade, a chamada Rotatória dos Pioneiros. Sem pretender discutir outra coisa que considera falha - a falta de condições de maior segurança para os pedestres - o leitor se detém na questão das rampas. Que não existem.
Ora, pondera ele, uma obra atual não poderia prescindir de rampas para facilitar a vida de quem usa cadeiras de roda. Na verdade, para o pedestre em plenas condições, já é um problema atravessar por aquela rotatória. Para os deficientes, então, o drama é maior. E tudo poderia ter sido facilitado se, na obra, já fossem previstas as rampas, na altura das faixas de segurança. Infelizmente, os deficientes continuam a não ser lembrados pelo poder público. Walter Néri
Walter Néri era nome artístico. Mas, confesso, não sei mesmo qual era seu nome verdadeiro. Para mim, para os ouvintes de rádio dos anos 50 e 60, para o pessoal da Paiquerê, era o Walter Néri, primeiro comentarista esportivo, depois gerente da emissora. Carioca, ligado a muitas outras atividades, tinha amor pelo rádio. Chegou, como tantos da época de luta do rádio, a se prejudicar por causa do sentimento que nutria por aquele veículo.
Eu o conheci na Paiquerê, acompanhei sua carreira como comentarista, também estive ao seu lado no período em que foi gerente da emissora. Uma pessoa dedicada, para quem a atividade radiofônica era mais que um emprego, constituía um verdadeiro apostolado.
Infelizmente, estou escrevendo tudo isto para informar que Walter Néri não está mais entre nós. Morreu no Rio de Janeiro, no começo deste mês, dia 3, conforme me informou sua filha, Vanda, que também trabalhou um tempo na Paiquerê, e que se afastou há muito do meio. Mas que acredita, como eu, que o que uma pessoa fez não pode ser simplesmente esquecido. Uma pessoa não morre enquanto permanece na lembrança dos que a amaram, dos que com ela conviveram, e naquilo que construíram. Assim, Walter Néri continua entre nós, no amor da filha que o lembra e nas obras que realizou. Está aí a Paiquerê, firme e forte, com uma parte da vida de Walter Néri, em sua história.Combustíveis
Pois é, estes dias anunciei aqui que o posto de combustíveis localizado na JK, perto da Paranaguá, está com os preços mais baixos de Londrina, talvez do País. Pelo que me informou uma leitora, semana passada, ao telefone, esta informação não está correta. O Auto Posto Carajás, situado na rua Maringá, perto do Marista, informou ela, está vendendo álcool a R$ 0,50 o litro, o que é menos que o valor de R$ 0,527 do posto que eu citei. No citado posto, a gasolina está a R$ 0,694 e o diesel a R$ 0,39.
O que me parece efetivamente relevante é esta concorrência, que é de enorme importância para este programa de estabilização da economia. Preços livres, sem a formação de cartéis (que seria o caso se os postos todos resolvessem estabelecer valores iguais), criam condições melhores para a economia, representam um fator positivo na estabilidade da moeda.
Desde que os preços dos combustíveis foram liberados, a gente tem visto uma salutar batalha entre eles, não apenas em relação aos preços mas também aos prazos e até às promoções. Isto tudo é muito bom, na medida em que dá ao consumidor opções melhores, possibilita menor despesa ou a busca de condições mais adequadas.
Como me disse o dono do posto da JK, o negócio é oferecer preço menor para conquistar clientes, o que certamente deve ser também a filosofia do responsável pelo posto da rua Maringá.Dia das Crianças

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