Praça Londrina (Estelio Feldman)
Este novo Código Nacional de Trânsito que está chegando - já foi sancionado pelo presidente, entra em vigor logo no começo do próximo ano - não inova muito. Altera um pouco o enquadramento dos motoristas em determinados casos, torna as multas mais pesadas. Pode funcionar, sem dúvida, mas só se houver efetiva ação policial. E este é um dos problemas sérios entre nós. Não há policiais suficientes para vigiar e fiscalizar. O motorista que fura o sinal vermelho, estaciona onde não pode, corre acima da velocidade permitida, não usa os equipamentos obrigatórios (cinto de segurança, por exemplo) não vai mudar de procedimento por causa de uma nova lei. Só se, com ela, houver a efetiva ação repressiva.
É pena, mas é verdade. Falta educação para o trânsito da maioria, penso que uma herança que passa de pai para filho, porque a gente aprende a desobedecer as leis de trânsito quando vê o pai (ou a mãe) fazendo isto desde que leva o pequeno a passear ou o deixa na escola. A lição implícita para as crianças é esta: se não há policial por perto, não é preciso obedecer à lei nenhuma.
Pior é que, com o agravamento do problema, com o aumento no volume de veículos em circulação, o que pode nos salvar do caos é a obediência à lei, o respeito às normas para que o trânsito flua com mais tranquilidade. Mas vá você dizer isto ao cidadão que pára em fila dupla, que entra na contramão, que estaciona onde é proibido. Acaba xingado. Infelizmente, só funciona mesmo quando um guarda, com bloquinho na mão, aplica os rigores da lei aos faltosos.Jataizinho
O leitor Sérgio Giavarina envia um apelo do tipo interpraças. Pede que esta Praça abra espaços para chamar a atenção sobre a situação de uma outra praça que, diz, está abandonada à própria sorte. Não é em Londrina - embora nós também tenhamos muitas praças reclamando SOS por aqui - mas em Jataizinho e, como nós somos democratas e o vizinho município foi a mãe de Londrina, creio que é válido divulgar o apelo.
Sérgio se preocupa com a Praça Frei Timóteo, que leva o nome do fundador do município, que, diz ele, está literalmente abandonada à sanha dos predadores bípedes (conhecidos como seres humanos) que exterminam as criaturinhas aladas que tentam sobreviver ali. Mas não é só isto. Um playground em ruínas representa um risco permanente às crianças, um banheiro que se tornou local para práticas inconfessáveis e tudo isto completado com o desrespeito à lei do silêncio por parte de quem anda pela praça, à noite, ou circula ao seu redor, em veículos igualmente barulhentos.
Em nome da Praça Frei Timóteo, das pessoas que moram nas cercanias, das crianças que poderiam aproveitá-la de modo mais adequado, dos pássaros, das árvores, da vida, o leitor pede que as autoridades façam alguma coisa. Claro que as pessoas também podem fazer, reduzindo as agressões ao ambiente, lá como em toda parte.Via Expressa
A respeito da situação de risco destacada duas vezes aqui, na via Expressa, nas proximidades do Jardim Piza, a assessoria de imprensa do Ippul enviou uma nota bem completa, informando que há tempos o Instituto se preocupa com o assunto. Destaca que as contagens volumétricas de tráfego e as análises de geometria das vias descartaram a possibilidade da construção de uma rotatória no local, conforme a sugestão de um leitor.
Conforme a informação, isto decorre da falta de espaço geométrico suficiente para construção de uma rotatória que comportasse o volume de tráfego do cruzamento, mantendo as condições de segurança para pedestres e motoristas.
Diante disto, termina a nota, já com o projeto executivo em fase final, será feita uma readequação geométrica nas conversões à esquerda e será implantado um conjunto semafórico.
O melhor nisto tudo é o modo rápido, democrático e claro com que o Ippul responde à questão, evidenciando preocupação séria com os problemas que lhe são afetos e respeito para com a opinião pública. Não se trata de uma justificativa endereçada ao jornal por causa da Praça, mas em atenção efetiva aos reclamos da população, canalizados para este espaço. Se todos os órgãos públicos respondessem com esta atenção e interesse aos apelos do povo, sem dúvida a vida dos cidadãos seria muito melhor.Pós-graduação na UEL





