Praça Londrina
Estelio Feldman

Dorico da SilvaSoluçãoUma simples rampa ajuda a resolver um problema muito sérioPara os deficientes
Neste mês, também dedicado à luta em favor dos deficientes, a gente ouviu muitos comentários. Infelizmente, porém, viu pouca ação. Até por isto, a iniciativa da Sercomtel, que criou uma rampa ali na Estação João Cândido, tem maior sentido. Este é o melhor modo de marcar uma data, de mostrar preocupação com uma situação, de apresentar soluções.
A rampa, ao que fui informado, surgiu em função de sugestão de funcionários da empresa. Para se converter em realidade, precisou apenas daquilo que se chama ‘vontade de fazer’.
A rampa, ainda não concluída, serve não apenas para atender aos deficientes - notadamente os que usam cadeiras de roda - mas também ajuda em outras coisas, como o transporte de cargas, o que reduz o perigo para os carregadores.
A coisa é toda tão simples que a gente fica pensando nos motivos pelos quais as soluções tardam. O próprio Poder Público se mostra desinteressado, como se percebe na falta de rampas nas calçadas, uma coisa tão fácil que, porém, parece não ser sequer cogitada.
A rampa que se fez na Estação João Cândido da Sercomtel é um verdadeiro exemplo de que se pode oferecer soluções práticas e objetivas, sem maiores dificuldades. Basta querer sair do discurso para a prática. Pena é que ainda se observe muito pouca disposição para se oferecer soluções a alguns dos problemas que os deficientes enfrentam.Sugestão
Semana passada, divulguei aqui a preocupação de leitores sobre a situação de perigo na região da Via Expressa, ali pelo lado do Jardim Piza, inclusive devido à transposição que os ônibus fazem no local. O internauta londrinense Vilson Ferro Martins, que acompanha nossa Praça aqui mesmo, pela Internet, mandou um e-mail oferecendo uma sugestão.
Depois de dizer que a leitora que reclamou foi até benevolente, porque entende que o problema existe e é muito grave, Vilson entende que existe uma solução fácil e prática: uma rotatória no local. Assinala que se trata de uma alternativa que já provou que funciona, lembrando até a rotatória que existe na mesma Via Expressa, lá perto da Rodoviária.
De fato, conforme o leitor mesmo lembra, a gente não vê (quase) acidentes em rotatórias. É verdade que elas são também algo complicadas, demandando por parte dos motoristas atenção e cuidado. Mas, pensando bem, atenção e cuidado são coisas que todos os motoristas deveriam ter em quaisquer circunstâncias. E, sem dúvida, elas funcionam.
Se porém uma rotatória vai funcionar no local, é coisa que a gente não pode antecipar. O que se percebe, pela concordância entre os leitores, é que o local merece estudos e atenção por parte dos responsáveis pelo trânsito em Londrina. E, também, reclama solução rápida. Como a gente costuma dizer, antes que aconteça alguma coisa pior...Combustíveis
Concorrência. Esta palavra constitui, sem dúvida, um fator fundamental neste processo de estabilização da economia. Muitas vezes já comentei, por exemplo, a disputa entre os postos de combustíveis pelo cliente, usando principalmente o prazo para atraí-los. Mas os tempos foram mudando e hoje o consumidor pensa também em preço. Faz contas, observa o que é melhor: prazo ou preço.
E, semana passada, deparei com um posto oferecendo o preço mais baixo que já tinha percebido na Cidade. Gasolina a R$ 0,693 e álcool a R$ 0,527 o litro. O posto fica na JK, na esquina com a Montese, e o preço, à vista, é inferior pela minha pesquisa ao de todos os outros da Cidade. Antes, lá na rotatória da Maringá, o preço do álcool (que é o que eu uso) era mais barato: R$ 0,529.
Estive no posto que oferece este novo preço e seu proprietário me informou que a idéia é simples: ele quer vender mais. Trata-se da velha prática norte-americana: ganhar menos em cada litro vendido para ganhar mais porque aumenta a venda.
Ele mesmo disse que já percebeu que a idéia dá certo. O movimento aumentou desde que lançou os novos preços. E ele me fez outra revelação: disse que foi informado pelos representantes que o atendem que seu preço não é só o menor de Londrina, mas parece ser o mais baixo do País todo.
Se alguém quiser fazer mais barato, não se acanhe: pode fazer que a gente divulga.Sugestão para o basquete
Parece que as coisas foram resolvidas e o nosso basquete continua mesmo sem o apoio da TCGL. É bom. Mas, naturalmente, o ideal seria que uma empresa assumisse parte do investimento, apoiando um time que já fez sucesso, que pode brilhar ainda mais, que divulgou a Cidade e que obteve um retorno enorme em promoção pela TV, pelo rádio, pelos jornais, nas revistas também. Londrina foi muito divulgada.
Mas a TCGL resolveu que não precisava de divulgação. Tem alguma razão. Afinal, empresa de transporte coletivo urbano não precisa fazer publicidade. As pessoas precisam usar o ônibus e vão utilizá-lo. Acontece que a idéia era outra, no caso. A empresa, que tanto ganha com a população, estava, apoiando o time de basquete, agradecendo à Cidade. Também era um modo de se tornar mais simpática não só ao usuário mas a todos os londrinenses.
Isto, porém, parece, não interessa no momento à TCGL, que deve ter suas razões, que a gente respeita. Mas fiquei pensando: bem que a Francovig, da terra, podia entrar nesta, apoiando diretamente o basquete. Imaginaram o Grêmio/Francovig brilhando nas quadras, levando o nome de Londrina e servindo para mostrar que a empresa que tem hoje parte do transporte coletivo urbano quer ser grata à população?
Claro, existem outras opções. Todavia, esta sugestão representaria uma alternativa muito interessante para a questão, segundo entendo.

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