Praça Londrina (Estelio Feldman)
O bicho-homem se auto-denominou o rei da criação. Mas não age como rei, atua neste mundo como predador, como destruidor, sem levar em conta qualquer outra coisa que seu interesse imediato. E isto, naturalmente, traz consequências. A gente vê e sente a natureza - que, como li um dia destes, não perdoa às ofensas contra ela - tentando manter o equilíbrio e o homem tripudiando sobre ela.
Já passou do tempo de se modificar esta situação. Nós, seres humanos, temos que nos conscientizar que não somos reis de coisa nenhuma mas que somos, pura e simplesmente, participantes de um concerto pleno que é a vida. Se temos (o que pode até ser muito discutível) inteligência, é para usá-la de modo adequado e não para destruir tudo, com a desfaçatez com que temos agido através da História.
A natureza está aí, dando permanentemente suas lições. E o homem pode (e deve) viver com ela, de modo harmônico e consciente. Esta é, aliás, a única fórmula para que a raça humana possa ter possibilidades de sobreviver neste planeta. Não comungo da idéia de alguns segundo a qual nós já destruímos tanto o meio que não há volta e estamos nos aproximando do fim da existência deste bípede implume sobre a face do planeta. Creio que ainda é tempo de se realizar a reconciliação do homem com a natureza que, na renovação periódica que realiza, nos dá lições de vida.Renovação





