Há alguns dias, veio a notícia de que um satélite artificial norte-americano quase colidiu com a nave russa Mir, que está no espaço. A notícia colocou em evidência uma situação muito interessante, provocada pelo bicho-homem: o espaço também está congestionado.
Não contente de congestionar ruas e estradas, o homem também está transformando o espaço em outra região perigosa. Segundo dados tornados públicos em março passado pela Agência Espacial Européia (AEE), a várias altitudes em torno da Terra navegam entre 70.000 e 150.000 fragmentos de lixo espacial. Desse total, 8.000 objetos são de grande tamanho - como 450 satélites ainda operacionais - e o resto mede entre 20 e 30 centímetros e é perfeitamente detectável pelos radares.
Há dois meses, quando a Mir passava por um de seus piores momentos, o centro de operações espaciais de AEE, em Darmstadt (Alemanha), teve de desviar 150 metros a trajetória do satélite europeu de observação da Terra, o chamado ERS-1, para evitar que se chocasse com a estação russa.
Também há o problema da detecção por radar, já que estes não captam nada cujo tamanho seja inferior a 20 ou 30 centímetros. Acontece que estamos, cada vez mais, dependendo dos satélites - TVs a cabo, Internet... Mas nós, que já poluímos a Terra, estamos agora sujando o céu. Passes
A assessoria de comunicações da Comurb enviou nota à Praça para responder à reclamação feita pelo leitor Marcos Gomes a respeito da perda de valor dos passes, usados no transporte coletivo urbano. Segundo a mensagem, ‘‘a substituição dos passes urbanos no sistema de transporte coletivo tem o objetivo único de garantir segurança ao usuário. A mudança, periodicamente, garante ao sistema total segurança de que não ocorra falsificação’’.
Depois de informar que a Comurb tem métodos para acompanhamento dos passes, a mensagem esclarece, face à reclamação sobre o incômodo que a troca provoca, que ‘‘há mais de um mês estamos informando sobre esta mudança, o que entendemos é tempo razoável para que o usuário possa se programar’’.
Neste ponto, uma outra leitora entra na discussão para contar que ela adquire passes para sua empregada doméstica que é quem os utiliza. Como ela, patroa, não frequenta o terminal, não fica sabendo da troca dos passes.
E, para completar este delicado assunto, a assessoria da TCGL também ligou para informar que, ao contrário do que o leitor Marcos Borges disse - por ter sido mal informado -, os passes de ônibus urbanos podem ser usados tanto nos veículos da TCGL quanto nos da Francovig. Só não podem ser usados nos coletivos que fazem linhas distritais.Perigo
Uma leitora me procura para falar sobre o perigo potencial que existe na Via Expressa, nas proximidades do jardim Piza, em consequência, informa, da transposição pela via dos ônibus urbanos. Contou que, esta semana, todos os dias pela manhã, que é quando vem para o centro, enfrentou o mesmo problema, com o coletivo lotado parando de modo perigoso, para atravessar a via. Ontem, ela narrou, quase houve um engavetamento ali, exatamente porque o ônibus parou no meio da via, tentando atravessá-la.
Disse ela que não sabe como é que o problema pode ser resolvido, ponderando que esta é uma tarefa para os especialistas. Mas encareceu que alguma coisa deve ser feita, e com rapidez: afinal, os ônibus trafegam cheios e se um caminhão, em velocidade, cruzar a pista, colidindo com algum coletivo, a situação será terrível.
Nem precisa repetir o velho ditado segundo o qual ‘prevenir é melhor que remediar’, ainda mais quando se trata de problemas do trânsito. E nós, em Londrina, já temos tido uma quota muito alta de mortes, sofrimentos e perdas para que um perigo potencial seja simplesmente descurado. Tenho a certeza de que os responsáveis pelo nosso trânsito vão se debruçar também sobre esta questão, encontrando alternativas capazes de reduzir os perigos. Enquanto isto não ocorre, seria útil que os motoristas que trafegam por lá usassem de mais cautela.Crianças e Aids

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