Arquivo/FolhaDivulgaçãoO Autódromo divulga Londrina. É uma promoção de enorme valorA coluna do piloto Nelson Piquet, publicada ontem, em ‘‘O Estado de São Paulo’’, está a informação: ‘‘Em Londrina, vitória de fulano’’. O Brasil inteiro lê isso. É o Autódromo de Londrina levando o nome da Cidade para toda parte. Já vi corridas neste autódromo sendo exibidas pela ESPN internacional, passando pelo menos na América Latina. Quanto vale esse tipo de divulgação? E as notícias sobre as provas nos jornais, nas emissoras de rádio, na TV?
Quando foram fazer o autódromo, fui a favor. Não só porque ele divulga a Cidade, mas também porque cria empregos, traz gente - o que significa dinheiro para vários segmentos -, movimenta tudo. Triste é a gente perceber que a mente pequena de alguns não percebe a importância disso. O nosso autódromo vai bem, parece, com muitas provas, com bastante movimento. Mas e o resto?
No domingo, o companheiro Isnard Cordeiro comenta o quase inevitável fim do nosso time de basquete. Nem gosto mais de falar no assunto. Uma estupidez. A divulgação que o Grêmio proporcionou é uma coisa fantástica. Mas ninguém parece ver a realidade. Se não interessa à TCGL, será que não há nenhuma empresa com visão para perceber o alcance que teria investir no time que fez tão bonito na temporada passada?
Pois é, domingo fiquei vendo o Campeonato Paulista de basquete, pela TV. Vi Oscar. Mas foi na TV a cabo. E quem não tem? No Moringão, parece, a gente não vai ver mais. Verdadeiramente um absurdo. Absurdo
A Ametur iniciou a temporada de caça. ‘‘Caça’’ aos atletas para representar Londrina nos Jogos Abertos do Paraná, que serão realizados no mês que vem. Um verdadeiro absurdo, um desrespeito total. Os atletas estavam por aqui, representaram a Cidade, e bem, no ano passado. Daí, a Ametur os jogou fora. Literalmente. Se pretendem seguir carreira no atletismo, que busquem outras plagas. Por aqui, nada, nem apoio, nem treino, nada. Agora, às vésperas de outra competição, o convite, o oferecimento de ‘‘ajuda de custo’’. Para quê? Para mostrar que Londrina tem uma boa representação? Mas não tem.
Falta a mínima visão para perceber como o esporte pode ser importante tanto como fator de aprimoramento pessoal como de oportunidade de vida. Se houvesse apoio, trabalho sério, teríamos condições para formar atletas e para encaminhar pessoas. Mas não. Agora, a Ametur está correndo atrás dos atletas que deixou na mão o ano inteiro. E, logo depois dos Jogos Abertos, vai largá-los de novo.
Não vale a pena. Melhor será se for anunciado que Londrina não investe mais no esporte amador, no atletismo - e pronto. Chamar agora e abandonar depois constitui, também, um verdadeiro desrespeito às pessoas. O melhor é deixar de tapar o sol com a peneira e mostrar exatamente qual é a filosofia local sobre o esporte: ninguém, pelo menos na esfera oficial (e municipal) está dando bola para isso.Zerinho
A respeito da Praça de domingo, toda dedicada ao Zerinho, uma outra leitora veio falar comigo para apresentar também sua sugestão. Sugeriu ela aquilo que poderia ser uma alternativa entre as discussões sobre reabrir a rua ou manter o local. A idéia é abrir duas passagens estreitas, em que passariam apenas um carro por vez. Poderiam ser aberturas em mão dupla ou em mão simples. Diz que existe algo semelhante em Barcelona. As ruas de passagem, pondera, não prejudicariam o Zerinho.
Mais importante ainda, porém, me pareceu a segunda parte do que a leitora falou: citou a insegurança que existe no local, afirmando que as pessoas têm medo de circular por lá a partir de certa hora. Não é, infelizmente, um problema só do Zerinho, mas de toda a área central da Cidade, incluindo o Bosque, a Catedral, a praça Marechal Floriano, até mesmo o Calçadão. Os marginais vão tomando conta e o povo vai fugindo. E não só à noite, como ela mesma lembrou, ao citar um esfaqueamento ocorrido no Zerinho há poucas semanas, durante a tarde.
A verdade é que estamos ficando sitiados em nossa Cidade. A gente tem medo de sair à noite, a gente não passa por certos lugares nem durante o dia, as pessoas estão cada vez mais assustadas. E quem tem de resolver a situação é a autoridade, o Governo do Estado, a quem incumbe, conforme estabelecem as leis, garantir a segurança dos cidadãos.Pelos 4 centavos

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