Praça Londrina (Estelio Feldman)
Só uma pessoa apresentou uma alternativa diferente para o Zerinho: sugeriu que se fizesse um viaduto. É o tipo de solução salomônica: preserva o Zerinho e abre um espaço. Claro que, como ponderei para ele, é uma alternativa que só pode ser considerada viável em tese. Já pensaram no custo que seria o de fazer um viaduto? Tem mais: a primeira coisa para se construir um viaduto seria destruir o Zerinho para fazer o buraco. Depois, seria necessário reconstruí-lo.
A idéia tem ainda outras dificuldades: possivelmente seria necessário demolir um bocado de coisas para tornar viável, tecnicamente, a obra. Quer dizer, uma movimentação tão grande que, seriamente, não dá para considerar. Então, por que é que estou divulgando isso? Pelo princípio que norteia este espaço, de permitir a todos que se manifestem.
Ademais, o que se pode observar desta idéia é que mesmo quem pense em algum tipo de solução que permita reabrir a rua, também não quer que se acabe com o que já existe. O Zerinho, pelo que começo a perceber, vai se tornando um tipo de unanimidade. E isso, seguramente, deve ser levado em conta pelos gestores do trânsito. Entretanto, todas as análises precisam ser centradas, segundo entendo, também em uma outra questão, que para mim é a mais relevante: quem é mais importante, no trânsito, os veículos ou as pessoas?História





