Marcos BorgesA autoraRosana Peres de Paula: livro desvenda emaranhado tributárioSexta-feira, anunciando o lançamento do livro ‘O que você queria saber sobre Direito Tributário e tinha medo de perguntar’, cometi um erro gravíssimo. Informei que o lançamento seria no dia seguinte, sábado, quando na verdade ocorreria naquele dia mesmo. Foi, infelizmente, o tipo do erro irreparável, porque o lançamento já aconteceu e é certo que muita gente acabou não indo no dia certo devido à informação completamente equivocada.
A autora, professora Rosana Peres de Paula, veio à Praça para reclamar, com razão. Afinal de contas, ela preparou tudo para apresentar o trabalho feito com tanto carinho e um equívoco indesculpável como o meu acabou prejudicando bastante tudo o que se realizou. O que posso fazer, para tentar reduzir um pouco o efeito negativo, involuntariamente provocado, é informar que o livro, já lançado, se encontra à disposição nas livrarias Arles, Acadêmica e Bom Livro e também pode ser encontrado com a autora. Qualquer pedido ou informação a respeito pode ser feito pelo telefone 348-0102.
A professora Rosana, que dá aulas no Caic e também na Escola Oswaldo Palhares, fez especialização na área jurídica e entende (com o que concordo plenamente) que seu livro não é útil, apenas, para profissionais ou estudantes de Direito, mas para qualquer pessoa interessada neste emaranhado que é a legislação jurídica brasileira. O livro foi editado pela Gráfica Pádua, de Londrina.Caçambas-1
A leitora Anavaly N. Pellegrini manda uma carta comentando a questão das caçambas, que foi alvo de crítica desta Praça. Esclarecendo, desde logo, que ‘não tenho firma de caçamba, nem qualquer tipo de interesse em defendê-las’, dona Anavaly informa que se viu envolvida com elas ao empreender uma reforma no apartamento de seus pais, no Calçadão. E conta que solicitou o serviço para descarregar entulhos da obra. Por duas vezes, as caçambas foram colocadas e retiradas no mesmo dia. Depois pediu que uma delas ficasse mais tempo, para ir recolhendo o entulho. Foi então que ela foi informada que a Comurb exigia a retirada da caçamba, que já estaria cheia.
‘Ocorre - diz a leitora - que assim como o Estelio também tenho observado muitas caçambas pelas ruas. Observo também que muitas delas permanecem por vários dias e seu enchimento ultrapassa as bordas. Como não estão no Calçadão, reparei que a Comurb não exige sua retirada, continuando no local, transbordantes, por vários dias’.
Conta Anavaly que solicitou à firma, na semana passada, mais uma caçamba. Mas quem atendeu informou que a firma está com dificuldades para colocar caçamba no Calçadão, ‘nos edifícios que não têm garagem’. A Comurb limitou um espaço diante do Cinzia para caçambas.
‘Ai, eu pergunto: Será que cidadão sem garagem, em Londrina, é cidadão de segunda classe?’Caçambas-2
Na sequência de sua carta, a sra. Anavaly Pellegrini pede para levantar alguns aspectos sobre a questão das caçambas:
1º - Por trás de cada caçamba colocada por aí há, no mínimo, 3 trabalhadores ganhando seu dia de serviço como pedreiro. Em obra grande, pode haver até 20 trabalhadores ganhando a vida.
2º - Mais diretamente envolvidos com cada caçamba há pelo menos 2 funcionários da firma prestadora do serviço. Acrescentemos aí os demais que a firma mantém para funcionar.
3º - De forma indireta, não podemos deixar de lembrar que uma obra não envolve apenas pedreiros. Tenho tratado com serralheiros, vidraceiros, encanadores, eletricistas e muitos outros profissionais.
4º - Também de forma indireta, cada caçamba corresponde a uma obra que vai exigir o trabalho de inúmeros vendedores e lojas.
‘Mas, apesar de tudo, no Calçadão há proibição para as caçambas. Depois de transformada em detritos, a mercadoria não pode sair do prédio de forma prática e eficaz porque a Comurb é dona do Calçadão. E a Comurb, afinal, foi criada para complicar, pois seria fácil demais usar do bom senso e descomplicar a vida de quem trabalha e de quem está oferecendo trabalho’.
E completa dona Anavaly: ‘Num país e numa cidade onde a geração de emprego é questão das mais sérias, espanta-nos constatar a falta de visão social e política de pessoas que ocupam cargos públicos’.Caridade cristã

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