Leitores têm escrito, telefonado e falado pessoalmente comigo a respeito do Igapó, sendo todos unânimes em uma coisa: o local está abandonado e é muito perigoso. Não consigo deixar de lembrar do saudoso ex-prefeito Antônio Fernandes Sobrinho, que deu o Igapó aos londrinenses e que sonhava outra coisa. O que ele pretendeu era criar uma área de lazer destinada principalmente aos mais carentes, àqueles que não podem frequentar clubes, que não têm muitas alternativas e que, em um local como o Igapó, poderiam se distrair, divertir, descansar.
Hoje, a situação não é esta. Os que teimam em frequentar o lago não enfrentam apenas o perigo de dar com um jacaré na água, mas correm riscos bem mais graves, como os de cruzar com algum marginal ou com algum viciado, verdadeiras ameaças à integridade física das pessoas. Também me falam que está faltando conservação, o mínimo de assistência que um local tão importante para a população deveria merecer.
Penso que existe pouca coisa pior que uma cidade com ar de abandono. O Igapó está assim. É como uma casa abandonada, que por fora provoca medo e por dentro dá arrepios. Sabemos todos das difíceis condições da Prefeitura, que não tem como fazer tudo o que deve. Todavia, entendo que o mínimo tem de ser feito. E preservar o Igapó, manter o local em condições seguras e adequadas para o lazer da população faz parte deste mínimo.Parceria

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