Uma das primeiras palavras que passei a usar com frequência, nos editoriais, era ‘lamentável’. É, sem dúvida, uma palavra forte, que diz muito. Pois bem, a notícia de que Londrina pode perder seu time de basquete merece uma afirmação ainda mais forte pois, sem dúvida, isto é ‘mais que lamentável’. Uma perda para Londrina, para o esporte, para todos.
Na reportagem em que se anuncia a possibilidade, devido à falta de interesse da TCGL de renovar o patrocínio, comenta-se a repercussão, para Londrina, do basquete. Ali se diz que a divulgação obtida pela Cidade, com o time de basquete, com TV, rádio, jornais, revistas, valeria mais de 2 milhões de reais. Claro, a TCGL não precisa deste tipo de promoção, embora entenda que com o apoio que dava ao quinteto isto lhe trazia o retorno da simpatia maior da população.
A gente sabe que a Prefeitura não pode arcar com um time, principalmente no nível exigido para fazer uma figura pelo menos igual à da temporada passada. Todavia, penso que pode haver empresas interessadas na divulgação e na promoção que esta participação oferece.
Se de todo não houver solução e o time for embora, penso que até o ‘mais que lamentável’ será pouco como definição. Estaremos jogando fora mais do que promoção da Cidade, mas todo um trabalho de enorme importância em relação ao esporte. Vai ser triste ver a Liga Nacional pela TV a cabo!Calçadão
Em carta ao jornal, a leitora Anavaly N. Pelegrini faz uma queixa sobre ‘‘a forma de tratamento diferenciado da administração pública de Londrina e à arbitrariedade praticada por policial responsável pelo policiamento do tráfego de veículos no Calçadão, trecho entre as Americanas e a Mesbla’’.
E a leitora explica: ‘‘Nós, moradores de edifícios sem garagem, somos sistematicamente discriminados e impedidos em nossos direitos. Enquanto moradores de outros trechos do Calçadão tiveram guias e ruas rebaixadas, porque seus edifícios têm garagem, os moradores dos outros edifícios (Caminhoto, União, Santa Helena e outros), ficamos sem o direito de promover reformas em nossos apartamentos ou lojas, porque os fornecedores de material de construção são sistematicamente impedidos de entrar no Calçadão, até a porta do edifício, para descarregar de forma mais prática, rápida e eficiente. É preciso negociar com comerciantes de material de construção para que providenciem as entregas em horários em que ‘o guardinha’ não esteja lá.’’
O guardinha, explica ela na carta, é um policial que impede a passagem de cargas para os prédios referidos.
A sra. Pellegrini pede um pouco de bom senso e boa vontade por parte dos responsáveis, Comurb, PM, entre outros, no sentido de facilitar a vida de quem mora no Calçadão.Futsal
Mais uma carta, esta do leitor Leonardo Côrtes L. Garcia, estudante, que escreveu para o jornal comentando a apresentação, terça-feira, da seleção brasileira de futebol de salão, no Moringão. Diz ele:
‘‘Quem foi ao Moringão, dia 2, teve a oportunidade de assistir à melhor equipe de futsal do mundo, num espetáculo que seria maior se o adversário fosse de melhor qualidade. O futsal sempre foi e ainda é praticado em todas as escolas, cidades e clubes, sendo um esporte que desenvolve a agilidade e habilidade dos praticantes e é por isso que é um esporte dinâmico e bonito de assistir. Será que a imprensa e os empresários perceberam a força que esse esporte tem aqui em Londrina? Será que foi possível perceber que o público que compareceu ao Moringão é uma amostra de que, se existir algum investimento neste esporte, certamente haverá retorno?’’
Continuando, escreve Leonardo: ‘‘Poucos sabem que os times da cidade de Londrina vem participando há alguns anos de certames de nível nacional e têm sempre disputado finais de campeonatos estaduais nos últimos anos, mesmo não sendo profissionais e com pouco investimento. Londrina já ‘exportou’ vários atletas de futsal para bons times, inclusive a Seleção Brasileira (Vaguinho) e então por que não montar uma grande equipe aqui e participar da Liga Nacional?’’
Pois é, Leonardo, faço minha a sua pergunta.Lançamento

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