Um leitor me procura pedindo que participe de campanha contra a reabertura do Bosque, ali na rua Piauí. Levando em conta o espírito desta Praça, que não é minha mas - segundo meu entendimento - de todos, não posso fazer campanha. Posso, naturalmente, abrir o espaço tanto para os que são a favor disto, como de tantas outras coisas, como dos que são contra. O debate é sempre útil, me parece.
De qualquer modo, o que entendo deveria ser a questão mais preocupante não é, só, o desafogo do tráfego mas a situação do pedestre, que continua sendo o personagem menos privilegiado nesta questão. Há pontos centrais nesta cidade (e também em áreas da periferia) em que o pedestre vive um constante risco. Nem os semáforos ajudam a atravessar ruas, até porque eles funcionam mais em função dos carros. Na Piauí, mesmo, a rua que o Bosque cortou, para atravessar ali no entroncamento com a João Cândido, é preciso ser artista. Os carros que vêm pela Piauí sobem a João Cândido. Os que vêm pela João Cândido, também. Quem quer passar precisa dar voltas. Ou competir com os carros, em franca desvantagem.
Para piorar, claro, a maioria dos motoristas não respeita ninguém. A pessoa pode estar atravessando pela faixa destinada aos pedestres. Os motoristas avançam, mesmo, buzinam, xingam. Tudo coisa de gente ‘muito civilizada’. Depois tem quem ainda procure saber por que é que o trânsito está deixando tantas vítimas na Cidade. Não precisa ser muito sábio para entender o motivo.Balanço
Com apresentações de dança gaúcha, durante almoço campeiro, realizado na sede do CTG Rincão Sulino de Londrina - presença de mais de mil pessoas - encerrou-se a 1ª Londrina Mostra Folclore, promoção da Secretaria de Cultura do município. Segundo a titular da secretaria, Ângela Marçal, a Mostra atingiu seu objetivo de comomerar o mês do folclore, registrando e divulgando as manifestações folclóricas que influenciam a cultura londrinense.
‘‘A programação foi extensa e ocorreu em vários locais da Cidade. Isto fez com que uma grande parcela da população tomasse conhecimento das manifestações folclóricas de Londrina’’, conta a secretária, acrescentando que ‘‘para o próximo ano a Secretaria de Cultura vai trabalhar antecipadamente com pesquisas nas escolas a fim de identificar outras manifestações e inserir a Mostra no calendário oficial de eventos, a exemplo dos festivais de Teatro e de Música’’.
A programação da 1ª Londrina Mostra Folclore, realizada entre os dias 2 e 31 de agosto, incluiu rodas de truco, apresentações de dança, música e teatro de grupos das colônias portuguesa, alemã, japonesa, italiana, árabe, africana e de grupos mineiro, gaúcho e nordestino. Também houve lançamento de livros e oficinas com palestras e debates sobre o tema. A promoção contou com o apoio da UEL, Sercomtel, Comurb, Sesc, entre outras entidades. A tragédia
Todo mundo falando da trágica morte da princesa Diana, acidente que ganhou, com as revelações policiais, nova conotação: segundo o laudo, o motorista havia bebido mais do que o aceitável. Dizer que estava embriagado talvez seja excessivo. Mas, como todos sabemos, não é preciso estar bêbado para ter uma perda no controle ao volante.
Então a gente imagina um motorista com um pouco mais de álcool no organismo que o aceitável e que recebe do patrão a ordem para correr a fim de fugir ao assédio da imprensa. Com um carrão daqueles, com este tipo de ordem, é fácil perceber tudo o mais. E um carro, dentro da cidade, a mais de 150 quilômetros por hora, é quase que um convite para a tragédia.
O ser humano, dizem, é o único animal inteligente do planeta. Não parece. A princesa Diana, seu acompanhante, o próprio motorista, todos foram vítimas do trânsito que não faz distinções. Claro, tem o aspecto da perseguição dos fotógrafos, mas isto, sem dúvida, não muda os fatos da velocidade excessiva e do álcool ingerido pelo motorista. É lamentável a tragédia, mas todas elas o são e a morte da princesa é tão chocante quanto a das dezenas, centenas, milhares de pessoas que são vitimadas pelo trânsito irresponsável.
Junto com todas as manifestações de pesar pelas mortes ali, entendo que deveríamos também pensar nas mortes aqui e usar mais esta tragédia como uma lição.Feira no Armazém

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