Muito preocupada, uma leitora liga para contar que está abandonando, definitivamente, o hábito de passear pelas margens do Igapó, como faz quase sempre, inclusive com algumas amigas. Conta que na semana passada foi testemunha da violência: encontrou um garoto que havia sido esfaqueado, pouco antes de sua chegada, por uma mulher. Isto na quarta-feira. Soube que na segunda-feira também houve um incidente, igualmente envolvendo uma mulher, que teria se jogado na água e que, ao ser retirada, saiu agredindo quem estava por perto. A idéia que se tem é a de que estaria sob o efeito de algum tipo de alucinógeno.
Estes episódios são, porém, apenas parte do que ela tem visto e vivido. Conta que está ficando difícil passear por lá, que garotos e jovens molestam quem passa. Palavrões, ofensas, frases do mais baixo calão estão se tornando comuns. E quem passa por lá fica, no mínimo, com medo, porque nunca sabe se alguém pode passar das palavras à ação. Ainda mais quando já percebeu, também, que há muitas crianças em atitude mais ou menos suspeita, acreditando que haja por lá muitos cheiradores de cola.
O Igapó, uma área aprazível que poderia ser um local de lazer, esporte e descanso, vai se tornando mais um ponto perigoso para quem o procure, o que é inaceitável. É justo exigir que as autoridades se preocupem em oferecer aos usuários do local a segurança devida. O que não pode é o povo ir sendo escorraçado pelo perigo e pela marginalidade de qualquer local em sua cidade.Crianças
Sábado, uma leitora liga logo cedo para revelar muita irritação diante de uma cena que havia presenciado na véspera, à noite, no centro, diante mesmo do restaurante Rodeio. Conta que viu um homem, caindo de bêbado, rondando por lá, pedindo esmola e com uma criança a tiracolo. Em dado momento, contou, um carro, que parecia conduzir alguma autoridade (penso que deve ser um veículo que está circulando pelo centro, para segurança, com muita iluminação), parou e ela pensou que o bêbado seria detido, mas não foi o que aconteceu. O homem se desviava sempre e ficou longo tempo com a criança por ali.
Onde estão os protetores das crianças que aparecem por aí, perguntou a leitora. Ponderou ela que, hoje, diante das leis novas, até os pais, quando querem ou precisam corrigir os filhos, ficam preocupados porque podem ser denunciados caso alguém considere que estão agindo violentamente. Mas por que é que, quando um bêbado está explorando uma criança, não aparece ninguém, é o que ela quer saber.
Ela também falou sobre outros fatos, muitos comuns, facilmente vistos pela Cidade, com crianças sendo usadas, principalmente por mulheres, para ‘ajudar’ a conseguir esmolas.
As crianças chamadas de rua estão voltando, andam por toda parte, pedem esmolas, oferecem ‘serviços’. Alguém tem de fazer alguma coisa no sentido de mudar esta situação.Bancos
Quando vejo as pessoas formando longas filas diante dos bancos, fico revoltado. É um absurdo. Mas, como revela um leitor em uma carta, tem coisa pior. Conta ele que no dia 20 foi à agência 2459 do Bradesco, na Duque de Caxias, para pagar - como vem fazendo há um ano - a prestação de um carro, que é emitida por aquele banco. Mas desta vez não pôde pagar porque se negaram a aceitar o cheque de outro banco. Coisa que faziam sempre, diz ele. Inconformado, procurou o gerente do banco, sr. Adilson Luiz Urbano, que se negou, peremptoriamente, a aceitar o pagamento, insistindo em que estava cumprindo uma norma do banco.
O leitor conta que foi, em seguida, à agência central do Bradesco, no Calçadão, esquina da Pernambuco. Com o mesmo cheque, de outro banco, e o mesmo aviso de cobrança. Foi atendido na hora, pagou a conta sem qualquer tipo de questionamento. E ficou com uma dúvida: afinal, que tipo de norma de banco é esta que impede que se pague uma conta, com cheque de outro banco, em uma agência, e não em outra? Ademais, como ele insiste, vem pagando mensalmente a prestação, sempre com cheque de outro banco (que é onde tem conta) sem problemas.
É difícil de entender e mais difícil ainda de aceitar. O mínimo que os bancos deveriam fazer é facilitar a vida do cliente. Mas, pelo que revelou o leitor, tem quem não pense assim.Segunda-feira brava

mockup