Dorico da SilvaFlagranteNo alto do prédio, a impressão de uma atitude muito perigosaHá algum tempo, li uma estatística muito séria: mais brasileiros morrem em consequência de acidentes de trabalho do que vitimados pela Aids. A informação serviu até para motivar um editorial em que era abordada precisamente a falta de atenção a este grave problema.
No Brasil, muitos esforços têm sido feitos no sentido de diminuir a ocorrência de acidentes de trabalho. Entretanto, o que se faz ainda parece insuficiente. Apesar da existência de normas muito concretas, regulamentando o assunto, inclusive do incentivo oficial à adoção de medidas preventivas, ainda se pode observar a falta de cuidado tanto de trabalhadores como de empresas.
Este é um campo que precisa ser muito bem cuidado e que reclama uma plena consciência, principalmente por parte dos trabalhadores. Eles, os principais interessados, têm que reclamar se as empresas em que trabalham não seguem as normas de segurança. Não há nada pior do que uma tragédia anunciada e não evitada, quer dizer, o acidente que pode ser previsto devido à não observância das normas mais simples relativas à segurança.
Cuidar da segurança é, também, valorizar o trabalho. E se a empresa - qualquer que seja - não o faz, o trabalhador deve, sem qualquer dúvida, exigir diretamente maior atenção para isto.
A propósito, nós aqui na ‘Folha’ vamos ter’, no começo de setembro, a nossa Sipat - Semana de Prevenção de Acidentes de Trabalho. Pelo menos posso falar no assunto porque por aqui estamos fazendo a nossa parte.Pedestres
É grande o número de leitores que me procuram para comentar questões ligadas à situação dos pedestres. De modo geral, a percepção dos que telefonam, escrevem ou vêm até aqui para conversar é uma só: o pedestre é uma figura esquecida, dssprestigiada, quase que abandonada tanto pelos que cuidam do trânsito como, e principalmente, pelos que dirigem.
Uma leitora, entre tantos, liga para pedir que a Prefeitura dê mais atenção aos pedestres que circulam na João Cândido, esquina com Benjamin Constant, afirmando que a situação ali é altamente perigosa. Entende, como os demais, que falta um mínimo de cuidado ou até de interesse no sentido de dar proteção a quem anda a pé.
a gente tem repetido isto muito, insistido inclusive na simples observação segundo a qual o ser humano não nasceu com rodas mas com pés. Em algum momento, a pessoa tem de andar. Mas o comportamento dos que estão ao volante de um carro, ônibus ou até de uma motoca ou bicicleta é mais que irresponsável, chega a ser criminoso. E nem precisamos chegar ao extremo de lembrar as vítimas de barbaridades, como a jovem atropelada e morta na av. Tiradentes. Por toda parte pode se ver como o pedestre é ameaçado, vivendo desprotegido em meio ao caótico e inseguro trânsito da Cidade.
E, como os que dirigem não se preocupam com os que andam, o negócio é pedir socorro às autoridades. Com urgência.Aumento no 122
No primeiro momento, a notícia provoca até um susto: o 122, serviço de informação relativo a números de telefones, teve um reajuste de 384%. Foi de 13 para 50 centavos. O motivo é a terceirização, pela Sercomtel, do serviço. E a notícia chega a assustar.
Entretanto, se a gente pensar um pouco melhor vai ver que esta é mais uma oportunidade para colocar em discussão a economia. O 122 é serviço tarifado porque se refere a informações relativas a números de telefones que constam da Lista Telefônica, distribuída gratuitamente aos assinantes. Quer dizer, de modo quase geral, as pessoas não precisam ligar para o 122. Basta consultar a Lista. Digo ‘quase geral’ porque pode acontecer de a pessoa estar em um lugar sem Lista, e, então, precisa recorrer ao 122. Mas normalmente o que acontece é que a pessoa tem preguiça. Ao invés de pegar a Lista, que deveria estar pertinho do telefone, de consultá-la, resolve fazer o mais fácil, simplesmente discar 122.
Preguiça é um dos ‘pecados capitais’. E, no caso, pode também sair cara. Para evitar este tipo de gasto, o mais simples é ter a Lista sempre à mão. É uma questão de opção.
Usando a Lista, não se vai sentir a alta autorizada na tarifação do novo serviço. Não se gasta nada, a não ser um pouco de tempo para encontrar o número desejado. Mas, para sorte dos que agora exploram o 122, ainda há muitos preguiçosos por aí.Globetrotters

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