Mário CésarBoa idéiaA rotatória inaugurada ontem: alternativa para o caos no trânsitoDepois de algumas semanas de confusão, devido às obras, está liberada a rotatória estabelecida na área central, um verdadeiro ‘redondo’ que visa tornar mais fluído o trânsito por ali. A idéia é boa e a gente espera que funcione tão bem quanto a simples medida adotada na Souza Naves. De fato, ali, a proibição de estacionamento em um dos lados da rua tornou o trânsito muito mais fácil.
O Ippul está realmente cumprindo o que se propôs, buscando encontrar alternativas capazes de melhorar o caótico trânsito central da Cidade. A rotatória deve ajudar, embora haja uma certa preocupação com a passagem de pedestres. Medidas adotadas em outras áreas, como na região além da JK, com o estabelecimento de mão única para as ruas, têm dado resultado.
Ainda há muito a fazer, mas a impressão é a de que os responsáveis pelo trânsito estão no caminho certo. Inclusive, diante do resultado observado na Souza Naves, é de esperar que outras artérias venham a receber a mesma solução. De fato, a proibição de estacionamento em um dos lados em artérias importantes, como a Goiás, pode ajudar mais o trânsito na área central. Fica o problema, claro, de onde estacionar veículos, mas existem hoje muitos estacionamentos em toda área central, alguns inclusive cobrando barato para curta permanência.
Na verdade, o problema coletivo é o do tráfego. A questão de estacionamento é algo a ser resolvido individualmente.Área perigosa
Uma leitora liga para falar sobre a situação naquela área central, perto do local onde se instalam os circos. Conta que uma mulher, aparentando idade avançada, frequenta o local para vender cola de sapateiro às crianças que ficam por lá. Segundo a leitora, ela vende e fica por lá vendo os menores cheirando e reagindo aos efeitos alucinógenos do produto.
Mas isto não é tudo, segundo a leitora. Por toda aquela região, que engloba também a rua Rio Grande do Norte, há traficantes em ação. E também receptadores que aparecem para negociar com os menores. São adultos que agem com a maior tranquilidade. Para completar o quadro, também se observa por ali a prostituição de menores. Quer dizer, tudo o que há de pior, numa faixa central, e com uma agravante: parece que só as autoridades não sabem do que se passa por lá. Ou sabem - e infelizmente esta é a impressão - e preferem não fazer nada.
Os moradores da região é que menos podem fazer. Por vezes os menores pedem comida nas casas e, naturalmente, são atendidos. É natural que isto ocorra porque as pessoas têm medo deles. Se não dão comida, existe o perigo de que, ao invés de pedir, eles tomem.
Afinal, estamos falando de que cidade? Algum local sem lei ou de nossa Londrina, parece que ainda muito abandonada pelos setores responsáveis pela segurança? Como os fatos estão bem evidentes, a ação policial por ali só depende, mesmo, é de disposição das autoridades.Cursinho
Estão começando as aulas do cursinho do Peju, um projeto alternativo, sem fins lucrativos, e que se destina a oferecer a estudantes carentes, principalmente originários de escolas públicas, melhores condições de enfrentar o vestibular. A mensalidade do cursinho é de 30 reais, bem mais barato, sem dúvida, do que escolas similares.
Quem desenvolve o projeto é a Apeart - Associação Projeto Educação do Assalariado Rural Temporário - e o trabalho já vem apresentando excelentes resultados desde que foi implantado, em agosto de 1995. A partir de então, os resultados têm sido bastante positivos.
Cursinho é um negócio sério e complicado. É diferente da escola comum e depende inclusive do resultado obtido para se manter. E isto a gente nota sempre que sai resultado de vestibular: os cursinhos fazem questão de divulgar o sucesso obtido, inclusive para conquistar novos alunos. Mas o problema é que são caros, pelo menos para boa parte da população.
A alternativa oferecida pelo Peju é mais acessível pelo preço. Para muitos, pode ser a única opção de conseguir ajuda na dura luta visando conquistar uma vaga no curso superior. Os interessados em frequentar o cursinho do Peju podem obter melhores infomrações na rua Alagoas, 245, no centro, ou pelo telefone 325-8694.
E, com a ajuda dos professores, o negócio é estudar, e muito.Politiquice e segurança

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