Este negócio de criar imposto, como se pretende fazer na França, ou cobrar pedágio, como se faz em uma cidade inglesa e se pretende ampliar para outras metrópoles, não é uma solução que agrade. Pagar imposto, aliás, não agrada nunca. Quanto ao pedágio, que alguns consideram um tipo de cobrança mais justa, pois afinal só paga quem usa o benefício (seja uma estrada, uma ponte ou o centro de uma cidade) ainda assim constitui um peso para o bolso.
Todavia, o que se percebe é que o ser humano, de modo geral, parece insensível a qualquer coisa, a não ser ao bolso. Os ecologistas podem falar, gritar, fazer comícios, arrancar os cabelos para alertar a gente - e a população raramente se liga. Já se a questão afeta o bolso, então a coisa muda. Foi assim no Brasil, quando aconteceu o problema do petróleo. As pessoas usavam gasolina sem qualquer preocupação. Andar de carro era um programão. Em Londrina, havia o famoso ‘fotting’ de carro, com o pessoal andando de lá para cá na avenida Paraná (bem antes de ela se transformar no Calçadão). Daí, o preço do combustível foi às alturas, e não deu outra. Caiu barbaridade o movimento.
Como dizem que nós, os únicos animais pensantes do planeta, temos massa cinzenta e discernimento, não deveria ser necessária a adoção de medidas drásticas. Infelizmente a prática mostra que, se não mexer no bolso, o ser humano não muda os hábitos.Problema nosso

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