Praça Londrina (Estélio Feldman)
Dorico da SilvaAbusoCiclista no Calçadão: placa proibitiva mais parece um adornoNão é só motorista que desrespeita sinal, leis de trânsito e tudo o mais. Também os ciclistas não parecem muito adeptos da obediência às normas sobre o trânsito. Isto fica bem evidente no Calçadão, na área central de Londrina. Ali, uma placa explica com clareza, sem qualquer possibilidade de dúvida na interpretação que é proibido o tráfego de bicicletas. Mas, naturalmente, como tanta coisa nesta terra descoberta por Cabral, a placa parece ser considerada apenas um adorno adicional no Calçadão.
Vejam vocês que os pedestres por aqui são considerados cidadãos de segunda classe. Ninguém os respeita. Para atravessar as ruas, é um problema. Os semáforos são para os carros (que muitas vezes não os respeitam). Já o pobre pedestre tem é que se cuidar. Mas tem coisa pior: as calçadas, que em tese deveriam ser dos pedestres, também são ocupadas por carros, material de construção (outra ilegalidade) e mais tanta coisa que a gente nem consegue citar tudo. O pedestre tem que ficar dando voltas, na calçada, para passar, porque alguém estacionou o carro ali ou porque jogaram lixo ou porque há material de construção por toda parte.
Resta o Calçadão, território dos pedestres - mas nem tanto. Por ali passam carros (que têm que estacionar em determinados pontos), caminhões (para carga e descarga) e bicicletas. E quem é que controla isto, ou quem é que pode punir os ciclistas ou outros infratores? Ninguém sabe. Acho que está na hora de a gente criar uma associação dos pedestres, para defender nosso espaço.Exemplo
Francisco Wagner Gutemberg de Araújo (PL), prefeito da cidade de Lucrécia, no Alto Oeste do Rio Grande do Norte, reduziu o próprio salário em R$ 100 (passou de R$ 1,3 mil para R$ 1,2 mil). A mesma redução foi aplicada nos salários do vice, dos vereadores, secretários e funcionários de cargos em comissão a partir dos vencimentos de julho.
Dos 300 servidores que encontrou na prefeitura, Araújo demitiu 210. Desses, 20 funcionários montaram uma cooperativa de prestação de serviços múltiplos, que já reúne 285 sócios. O presidente da cooperativa, Antônio Leite Sobrinho, disse que após as demissões a entidade passou a prestar serviço à prefeitura, gerando renda para os ex-funcionários municipais. A cidade de Patu, vizinha de Lucrécia, já adotou esquema semelhante.
Num momento em que só se ouvem queixas sobre a precária situação das prefeituras, é interessante observar alguém que faz alguma coisa objetiva, como este prefeito potiguar, cortando um pouco do seu salário (que não é tão elevado) e de auxiliares diretos.
Tem também o lance das demissões, medida sem dúvida impopular. Mas a alternativa criada acabou resultando positiva: a Prefeitura demitiu 210, agora a Cooperativa tem 285 sócios. Claro, isto é coisa de prefeitura pequena. Mas o que importa é o esforço para racionalizar gastos.Comércio
O editorial do jornal, publicado semana passada, sobre o horário do comércio, teve boa repercussão. Comentava-se ali a aprovação pela Câmara de projeto que permite que o comércio abra, no primeiro sábado de alguns meses do ano, das 8 às 18h. A partir daí, era lembrada a lei aprovada pela Câmara de Campo Mourão, que autorizou o funcionamento do comércio o dia todo, e também a situação em São Paulo, onde lojas abrem - ilegalmente - aos domingos, mas estão faturando bem.
Esta parte da ilegalidade não agrada. A gente tem de defender a lei. Mas tem, também, que lutar para modificá-la, se percebe que ela está atrasada, defeituosa, falha. Leis são feitas pelos homens para gerir a relação social. E podem ser alteradas, conforme as circunstâncias e a própria mudança na vida. Até por isto, nós, na democracia, sustentamos vereadores, deputados estaduais e federais e senadores, que formam o Legislativo. Se não fosse necessário fazer leis, mudar leis, adequar as coisas, não precisaríamos de legislativos.
A lei aprovada pela Câmara londrinense sobre o comércio aos sábados ainda é tímida. Sei que tem gente que é contra as mudanças, citando, entre outras coisas, as conquistas dos trabalhadores. Mas penso que não há aí nenhum conflito de interesses. É só uma questão de acertar as coisas entre as partes.Gravidez na adolescência





