Praça Londrina (Estelio Feldman)
Pagando a bancos e financeiras juros acima de 10% ao mês, um amigo meu foi afundando, afundando até que ficou praticamente inadimplente. Sua dívida, agora, chegou à casa dos R$ 10 mil, o que significa um juro de mais de R$ 1 mil a cada mês. Como me contou, estava simplesmente a caminho da bancarrota total. Daí, conseguiu uma salvação: como tem parentes morando, trabalhando e em situação razoável nos Estados Unidos, obteve um favor especial de um deles, que fez um empréstimo pessoal ali, US$ 10 mil, a juros de 9% ao ano. O parente mandou o dinheiro para que ele limpe a situação aqui, dando-lhe condições de respirar e sair do sufoco.
Acontece que, infelizmente, a grande maioria não tem parentes no exterior. E acaba sendo vítima desta verdadeira selvageria que é o juro abusivo cobrado em qualquer tipo de empréstimo ou financiamento. Assim, efetivamente, não há quem aguente. É mais que um problema: é um assalto. Juros de 10% (ou mais) ao mês constituem um absurdo, ainda mais para uma inflação como a atual, em torno de 1% ao mês. Pior é saber que, se você deixa dinheiro para render, recebe 1% de rendimento. Se pega emprestado, paga 10%.
A gente tem advertido muito quanto a isso. É preciso fugir dos juros. Ocorre que em alguns casos não dá. Mas é bom ter em mente exemplos como este para tentar evitar, de todos os modos, cair na malha da exploração.É proibido fumar





