Dorico da SilvaPaciênciaAs obras no centro: dificuldades podem ser contornadasO projeto em execução no centro da Cidade - ao lado da Praça Gabriel Martins - parece bem preparado e tem condições de melhorar um pouco o complicado trânsito naquela área. As rotatórias têm se mostrado eficientes no sentido de diminuir um pouco os riscos nos cruzamentos mais complicados, como aquele.
O lado negativo da questão é a confusão que se forma enquanto as obras se desenvolvem. Entretanto, trata-se de uma situação que não pode ser contornada e exige que o público, de modo geral, e os motoristas, em particular, não só tenham paciência como também que busquem alternativas capazes de minorar as dificuldades. De fato, quem trafega pela região deve levar em conta, nestes dias, as obras que se realizam ali, buscando então, dentro do possível, mudar o seu trajeto.
Dentro ainda da idéia de melhorar um pouco o fluxo do trânsito no centro, a simples proibição de estacionamento em um dos lados da Souza Naves, desde o começo e até a JK, já se revelou eficiente. De fato, apesar de alguns inconvenientes, durante a semana passada, enquanto era feita a nova sinalização, já deu para sentir a melhoria. Os veículos fluem com mais facilidade, não se formam os congestionamentos de antes.
Resta a questão do estacionamento. Mas, como a gente sabe, circulação é problema geral. Já o problema de onde e como estacionar é individual. E é certo que o interesse coletivo é prioritário, no caso.Dificuldade
A propósito do trânsito, um leitor veio pedir que comente a enorme dificuldade que é atravessar a JK, vindo pela Mato Grosso. Conta que em alguns horários é praticamente impossível passar. Dizer que o remédio é passar por outra rua é desconhecer as peculiaridades do trecho. Há, por exemplo, na esquina da Mato Grosso com a Raposo Tavares, uma pré-escola. E, como a Mato Grosso só sobe, quem vai levar ou buscar crianças, chega pela Raposo Tavares e tem que seguir até a JK pela Mato Grosso. Não tem escolha. Para quem vem de outros pontos, ainda assim é problemático desviar porque aumenta o percurso e amplia riscos.
Conversamos a respeito aqui na Redação. Houve uma sugestão no sentido de se fechar a passagem central naquela esquina. Assim, os carros viriam pela Mato Grosso e desceriam a JK. Também se falou na instalação de um semáforo na esquina. Mas a JK já é, sem dúvida, uma das avenidas com mais semáforos por quarteirão da Cidade, talvez perdendo para a Higienópolis, pelo menos no trecho inicial, que vai até a JK.
O que é que pode resolver a questão ou, ao menos, minimizar o drama de quem tem de atravessar a avenida na Mato Grosso, a gente não sabe, mesmo. Resta esperar que os técnicos se debrucem sobre o assunto e encontrem soluções. Com rapidez, porque as aulas estão recomeçando, o que aumenta o trânsito em toda a Cidade.Descuido
Descobri outra lombada eletrônica com defeito. Esta fica também na JK, como a outra, só que perto do Cedro Hotel (uma área que, conforme alguns leitores já denunciaram, é muito perigosa), no trecho que vem da av. Tiradentes. A lombada não estava funcionando no fim-de-semana. A outra, também na JK, perto da Paranaguá, continua com defeito.
Como já escrevi várias vezes, entendo que pior que sinais de trânsito em excesso são os que não funcionam. No caso dos semáforos, quando estão com lâmpadas queimadas, são mais perigosos do que se não existissem. No caso das lombadas, eventualmente, não causam maior risco. Entretanto, podem levar o motorista ao abuso. E o perigo está no fato de que o pedestre, confiando na redução da velocidade, pode ser atingido. Também não se pode esquecer que o citado trecho, na JK, recebeu a lombada porque ali ocorreram, antes, vários e fatais acidentes. Foi um meio eficaz para reduzir o perigo ali.
Pois é, mas se os motoristas percebem que não funciona, vão voltar a correr demais, por ali. E os resultados podem ser trágicos, outra vez. Não creio que haja nada que minimize a dor de quem perde um parente ou amigo em acidente. Mas quando se vê alguma medida posterior, para evitar a repetição da tragédia, pensa-se que, pelo menos, o sacrifício não foi em vão e outras vidas poderão ser preservadas. A população exige mais cuidado na conservação dos elementos que tornam o trânsito mais seguro.

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