Na edição de ontem, para ilustrar o comentário feito sobre os abusos de alguns vestibulandos, que ‘festejaram’ um pouco demais, fiz um pedido ao Arquivo para que me conseguisse um cromo que pudesse dar uma idéia do assunto. Recebi a foto acima, que foi publicada na ocasião e que parecia, sem dúvida, apropriada à questão.
Mas não era, como fiquei sabendo ontem mesmo. Na verdade, a foto não tinha nada a ver nem com vestibular, nem com vestibulandos. Era o registro de uma festa, ocorrida há alguns anos, e que foi devidamente publicada na época na ‘Folha da 6ª’. Os jovens que ali aparecem estavam felizes, mas não estavam movidos a álcool, sendo que a garrafa era mais uma brincadeira que a alusão a eventuais abusos. Para complicar, alguns dos que aparecem ali são, hoje, profissionais de destaque, inclusive em instituições do maior respeito.
Dizer que lamento profundamente o engano é pouco. Felizmente, na legenda feita para a ilustração não escrevi nada que pudesse desabonar, seja os que aparecem ou qualquer outra pessoa. Na verdade, a própria nota não visava desabonar ninguém. Era um registro - que aliás se completou com a reportagem publicada na mesma página daquela edição - sobre abusos ocorridos nos dias de vestibular com muitos jovens agindo de modo pelo menos inconveniente. A foto, no caso, não era o que se chama factual mas apenas ilustrativa. Mas ainda assim estava errada, motivo pelo qual peço desculpas aos envolvidos.Troco
Leitores pedem que volte ao tema do troco em coisas que são oferecidas à venda em preço quebrado. Revelam que não é só nas lojas do famoso ‘tudo por R$ 1,99’ que periodicamente falta o centavo. Em outros estabelecimentos, que vendem coisas a R$ 4,99, por exemplo, está ocorrendo o mesmo. Uma leitora foi específica: comprou duas peças a R$ 4,99 cada, pagou com 10 reais e não lhe deram troco. Alegação: ‘não tem moeda’.
Antes que alguém diga que é gastar bom espaço com pouco dinheiro, insisto em que o que vale no caso é a valorização da moeda e, também, o respeito ao consumidor. Se o comerciante anuncia que vende alguma coisa a determinado preço quebrado, tem que ter troco. Não sei se seria o caso de exigir até vigilância do Procon, mas penso que é uma coisa a ponderar: na hora que abre uma loja, o caixa deve ter troco. E, se tem muita oferta de produtos com preço quebrado, precisa ter moedas. Inclusive porque se pede R$ 4,99 não vai aceitar se o cliente chegar com R$ 4,95. Ou o centavo vale ou não vale. E, no caso atual, com moeda estável, vale.
Não perguntem o que se compra com 1 centavo. O que vale é o princípio, a valorização da moeda, a força do preço. E, entendo, uma vez que se faz do preço um tipo de apelo ao consumo, então é mais que justo que haja troco. E não pode ser bala, que não é moeda. A não ser, claro, que o comerciante concorde em receber balas como dinheiro.Juros
Na mesma linha da questão relativa aos centavos, está a dos juros cobrados pelo prazo. Tenho percebido um número cada vez maior de usuários de combustível (álcool e gasolina, principalmente) que está preferindo pagar à vista a usar a alternativa de ‘cheque para tantos dias’. Tenho observado que há casos em que o desconto, para pagamento à vista, fica pela casa dos 5%, o que é mais do que a inflação prevista para o período oferecido, entre 30 a 50 dias. E como, felizmente, os preços não estão subindo mais todos os meses, não há vantagem em comprar agora e pagar depois, mais caro.
Ademais, se tem quem considera uma bobagem discutir por causa de um centavo, penso que no caso dos juros a questão é mais séria, porque envolve reais e pode ir longe se o consumidor não prestar atenção. Estes dias, ofereceram uma TV a um preço muito bom, com possibilidade de pagamento em 3 vezes. Perguntei se não era possível um desconto a mais, caso fosse feito o pagamento à vista e recebi resposta afirmativa. Quer dizer, mesmo nas ofertas de ‘preço à vista em 3 parcelas’ tem um juro embutido. E, no caso de um eletrodoméstico, até mesmo de roupa, a diferença pode ser grande.
Comprar a prazo, por vezes, é necessário. Mas o consumidor precisa, sempre, analisar primeiro, discutir os juros e até selecionar suas necessidades para não acabar vítima de perdas enormes.Apenas um senão

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