Hoje, o Londrina começa, extra-oficialmente, a campanha para voltar à divisão de honra do Campeonato Brasileiro. O amistoso contra o Corinthians deve levar muita gente ao Estádio do Café, revivendo aqueles grandes momentos quando o time da casa atraía público e fazia sucesso.
A campanha, realizada com muita seriedade, tem tudo para ser bem-sucedida. Recorda-se que, no ano passado, com menos apoio, o Londrina quase chegou. Agora, com toda a empolgação que se observa, com apoio efetivo e se não faltar a imprescindível participação do torcedor, é bem possível que se concretize este objetivo. Todavia, entendo que levar o LEC à primeira divisão do Brasileiro é só uma parte do projeto. Como dizem os narradores de corrida, chegar é fácil, ultrapassar é que é o problema. Pois a gente pode parafrasear afirmando que subir é possível, o problema é ficar.
Não adianta nada chegar lá um ano e no ano seguinte se tornar saco de pancada e voltar à divisão inferior. E não vale esperar ‘virada de mesa’, como esta que recolocou o Bragantino na primeira divisão. Não gostaria de ver o Londrina, com o nome de nossa Cidade, levando os nomes que Bragantino e Fluminense têm recebido.
Claro, vamos por partes. Primeiro, levar um bom público hoje ao Estádio para a apresentação do time. Depois, uma campanha firme e vitoriosa. Mas quando for atingida a meta devemos pensar na sequência: chegar, ficar e se possível brilhar. E não esquecer, também, do Paranaense.Cemitérios 1
O superintendente da Acesf, Gustavo Santos, encaminhou correspondência à Praça com considerações sobre os comentários aqui feitos a respeito da questão do esgotamento dos cemitérios de Londrina. O jovem titular da Acesf tem razão quando pondera que as pessoas, de modo geral, não gostam de falar do assunto. E está igualmente certo ao afirmar que, apesar de tudo, é necessário abordar a questão e, principalmente, tentar encontrar alternativas.
Depois de informar que em três anos os cemitérios disponíveis em Londrina estarão sem espaço para atender a necessidade, Gustavo Santos revela que em busca de soluções encontrou a alternativa do Cemitério Vertical, por uma série de razões, entre as quais a possibilidade de ter mais locais de sepultamento com utilização de espaço menor e porque, devido à sua forma, não encontra tantos obstáculos em sua instalação quanto um cemitério convencional, além de muitas outras ponderações.
De fato, o titular da Acesf tem razão sobre a questão de localização. As pessoas não gostam de cemitérios perto de sua casa. Em reportagem anterior, foi feita até uma comparação porque a população também não gosta muito de ter cadeia perto de onde mora. No entanto, ambas as coisas são necessárias. Utopicamente, a gente pode pensar em uma sociedade sem crimes, o que tornaria cadeias desnecessárias. Mas cemitério a gente vai sempre precisar.Cemitérios 2
Uma vez que a gente percebe que não há como fugir do assunto, então entendo que de fato é preciso discuti-lo. As ponderações do sr. Gustavo Santos a respeito do cemitério vertical são válidas. Inclusive ele afirma que, adotando-se esta solução, a questão do problema de espaço para os corpos fica resolvida por meio século.
Entretanto, como certamente haverá quem não goste da hipótese (afinal, já chega ter de viver empilhado, pensarão alguns, para ter de passar a eternidade também em um sistema de condomínio), penso que o ideal seria um debate bem amplo a respeito. E, como foi escrito, embora seja um assunto que não agrada, ainda assim deve ser enfrentado com sensatez. Inclusive porque, penso, cemitério não deveria ser só visto como lugar assustador.
Em verdade, os cemitérios são verdadeiros monumentos. E contam História. Sem falar que nos alertam a respeito de nossa própria condição humana. Andar por eles, ver os nomes de conhecidos e até amigos, perceber que os poderosos, como os humildes, acabam lá, pode ser um exercício de humildade necessário até para a visão da própria vida. Pois se nosso destino comum é aquele, independente do que sejamos neste mundo, a vaidade, o egoísmo, até mesmo muitas preocupações que enchem nossa vida podem parecer muito vagas.
O espaço está aberto, tanto para o superintendente da Acesf como para qualquer pessoa que queira comentar o assunto.Vestibular

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