Praça Londrina (Estelio Feldman)
Eles estão chegando. Vem de 23 Estados e do Distrito Federal. Procedem de 902 municípios. Dos 22.588 candidatos que começam, domingo, a disputar as 1.415 vagas postas à disposição no Vestibular de Inverno da Universidade Estadual de Londrina, pouco mais de 5 mil são daqui. Pouco mais da metade é do Paraná. Mas, ainda assim, o contingente dos que vêm de outros Estados, alguns dos pontos mais distantes do País, é muito grande.
É aquela esperança, aquele anseio, aquela vontade de abrir caminhos para conseguir um futuro melhor. É, também, aquele medo, a preocupação, o verdadeiro pavor que o vestibular traz. Uma situação que tem provocado muitos debates, grandes questionamentos, mas que não se resolve. Entra ano, sai ano, tudo se repete. Até, como agora, quando se realiza também o Vestibular de Inverno, a repetição acontece duas vezes por ano. Os jovens lutando para conseguir um lugar no curso superior, acesso a novas possibilidades de vida.
Londrina volta a viver o clima do vestibular, neste fim de semana. É um clima diferente: a Cidade ganha movimentação com a presença de milhares de jovens, alguns acompanhados de parentes ou amigos, uma faixa não tão jovem assim, todos imbuídos da mesma preocupação.
No fim, um pouco mais de 5% poderá festejar a alegria da conquista. Para os outros, restarão a experiência e a necessidade de fazer de novo, ou a desistência. Nesta estreita porta do vestibular, milhares de sonhos são inapelavelmente destruídos.Fim de semana
Neste fim-de-semana, haverá movimentação grande em vários setores da Cidade. Começa, claro, com a Festa Julina que a Secretaria de Ação Social promove no Zerão e que a gente espera possa se realizar (a festa estava marcada para junho, mas não aconteceu porque o tempo não deixou).
Mesmo em julho, ainda é uma boa festar com todos os ingredientes das festas juninas, muita música, quadrilha, bastante comida típica, até mesmo o quentão (não sou adepto de bebidas alcoólicas, mas abro uma exceção ao quentão, especialmente o de vinho, mas moderadamente, é claro).
E vai chegando ao fim, também, o nosso Festival de Música, o 17º que se realiza e que enche a Cidade de alegria. O fecho ocorre amanhã, com atividades no Zaqueu de Melo, no Catuaí e, naturalmente, com o grande concerto de encerramento marcado para o Teatro Ouro Verde, a partir das 20h30m, com orquestra e coro do Festival.
A festa nem terminou e já deixa saudades. Outras atividades vão surgindo, naturalmente, mas acontecimentos como este Festival, assim como o Festival de Teatro, têm uma dimensão maior. E, assim como mudam a vida da Cidade nos dias de sua realização, deixam também o vazio, quando terminam. É bom saber que no ano que vem eles vão se realizar de novo. E é bom também perceber o esforço que custam e apoiar plenamente os que os promovem.Reparos caseiros
Para ver o que aconteceu com o chuveiro elétrico de sua casa, um leitor conta que teve de pagar ao especialista 15 reais. É o preço da visita que inclui, também, o conserto, caso seja uma coisa simples. Se porém for algo mais complicado, então o valor aumenta, incluindo material e mão-de-obra. E o que é que a gente pode fazer? Nada. Paga ou fica sem o serviço.
É um antigo problema, este. Há algum tempo, um profissional da área informou que estava abrindo um estabelecimento para atendimento de emergência para tais casos, oferecendo condições menos duras. Teve, porém, dificuldades e acabou desistindo.
Ainda assim, é um setor que oferece boas possibilidades a quem queira trabalhar sem explorar. Serviços simples de eletricista, encanador, reparador em geral são necessários e ficam difíceis de encontrar. E também, na maior parte das vezes, saem muito caro. Tenho um amigo que até hoje conta que em um sábado teve problemas com a luz em uma dependência de sua casa. Encontrou, na Lista Telefônica, um serviço que oferecia plantão permanente. Chamou. Enfiaram-lhe a faca. Quando quis reclamar do preço, veio a resposta: serviço urgente é assim. Se quiser mais barato, procure a gente segunda-feira. E fique sem luz, até lá. Não preciso dizer que ele pagou. Acredito sinceramente que se houver quem queira trabalhar, sem explorar, cobrando o justo pelo serviço, poderá encontrar muito o que fazer nesta nossa Londrina.Correio confuso





