Praça Londrina (Estelio Feldman)
Foi bravo o último fim de semana. Os chamados amigos do alheio estiveram muito ativos. Só que eu soube, assaltaram uma loja de conveniências, um estabelecimento comercial que vende pizza, uma lanchonete e, para completar, levaram duas bicicletas da garagem lá de casa. Neste último episódio, aquela violência indireta: os ladrões agiram seguramente de madrugada, conseguiram levar as bicicletas sem que fossem sequer pressentidos. Mas deixaram aquele rastro de medo que surge quando alguém invade a casa da gente, mesmo sem que sejam perseguidos.
E a gente se sente inseguro, assustado, sem saber a quem apelar. Claro, a ordem é ir à polícia. Mas o que adianta, depois da casa arrombada? Recuperar o que levaram, é quase impossível. Ver os ladrões presos? A cadeia está lotada; as fugas, então, são uma constante. O de que se precisa mesmo é de policiamento preventivo, é de polícia na rua, andando a pé ou de carro, é Módulo Policial em pleno funcionamento. Isto aumenta a segurança até porque a grande maioria dos marginais não age se há polícia eficiente por perto.
E, se a gente quer uma cidade com movimento, precisa ter segurança. Como manter uma loja de conveniência aberta, sob ameaça constante dos ladrões? Ou uma farmácia 24 horas?
Com a tranquilidade de quem tem sempre defendido a PM em suas reivindicações por melhores condições de trabalho é que cobro, agora, um trabalho melhor, uma presença mais firme para dar segurança a todos nós.Xadrez
Nestas férias, tem aumentado muito a presença de jogadores junto aos tabuleiros que existem defronte da Biblioteca Pública Municipal. Um interesse grande pelo xadrez, com a presença de jovens e até garotos. E para aproveitar o momento e estimular ainda mais a participação, a Associação Londrinense de Xadrez anuncia a realização de dois cursos, ainda neste mês de julho.
O primeiro é o chamado Curso Básico de Xadrez, destinado a propiciar aos participantes o conhecimento básico para a prática do jogo. O xadrez, que é um jogo fantástico, se torna ainda mais atrativo para quem conhece um pouco mais dele, se aprofunda nos seus meandros. Este curso será ministrado pelo enxadrista-professor Rogério Muller, durante a próxima semana, a partir de segunda-feira, das 19h30m às 21h30m, lá mesmo na Biblioteca.
O segundo - dirigido aos professores de xadrez e outros interessados - é o Curso de Organização de Torneios de Xadrez e visa propiciar aos professores o conhecimento técnico para realização de competições. Também se realiza na BPM, na semana que começa dia 28, indo até o primeiro dia de agosto, no mesmo horário do curso anterior, sendo também ministrado pelo professor Rogério Muller.
Para ambos os cursos, a taxa de inscrição, que já inclui material, é de 30 reais. As inscrições podem ser feitas lá mesmo na Biblioteca, com Tânia ou Maria do Carmo.Exploração
Penso que já passou da hora de o Procon, o Decon ou a Promotoria de Defesa do Consumidor tomar posição contra este verdadeiro abuso, esta exploração que vem sendo cometida pelas televisões de modo quase geral. Atualmente, não dá mais para ver futebol nas emissoras comerciais porque elas se converteram em loteria: telefone para ganhar um carro, dois carros, três carros, uma televisão, dinheiro vivo, qualquer coisa. A ligação custa só 3 reais. E isto não só no futebol, também no boxe, nos programas de auditório. E as pessoas ligam porque, afinal, ganhar um carro, até mesmo uma TV, gastando só 3 reais é bom demais.
O que penso deve ser questionado é o lucro abusivo disto. Façamos uma estimativa: se a Globo conseguiu 300 mil ligações no último jogo, faturou 900 mil reais. Deu 3 carros, um gasto que não chega aos 100 mil. Mesmo tirando Imposto de Renda, ainda sobra uma fortuna. No particular, o tal sistema da Bandeirantes ainda parece mais razoável: o prêmio aumenta conforme cresce a participação. No programa da Ana Maria Braga, na Record, também: quanto mais ligações, mais carros são distribuídos.
Ainda assim, penso que é o caso de se analisar o abuso. Numa sociedade liberal, o lucro não é crime. Mas o lucro abusivo, assim como o contrato leonino, constituem abusos incompatíveis com as relações comerciais. Transformaram a TV comercial num vasto cassino, num país em que, acreditem, o jogo é proibido!Direitos Humanos





