O comentário feito aqui sobre a complicada questão de crianças pedindo ajuda na rua provocou ponderações. Houve quem contestasse a tese segundo a qual não se deve dar dinheiro às crianças. De fato, parece desumana a afirmativa.
Lembro que pelos anos 70, quando era responsável, junto com Alexandre Rocha Filho, o famoso ‘Mineiro’, pela distribuição do jornal, dávamos trabalho a centenas de garotos. Se algum jovem pedia esmola, a gente oferecia trabalho. Os garotos começavam vendendo jornal, muitos acabavam se tornando entregadores, passavam a trabalhar para a ‘Folha’ e um grande número conseguiu se encaminhar na vida. Ainda hoje, quase 30 anos depois, cruzo com antigos vendedores que trabalham aqui mesmo. Também encontro muitos em várias atividades. Como eram muitos, boa parte só era conhecida pelo número que os identificava. E muitos, quando me encontram, falam ‘eu era o número tal’.
Naturalmente existe hoje a discussão em torno da idade. Concordo que crianças deveriam brincar, estudar. Mas, como é fácil perceber, os que ficam pelos cruzamentos pedindo ‘um trocado’ não estão nem estudando, nem brincando. Estão é aprendendo a pior forma de sobrevivência, através da esmola. Vocês sabem, é possível ganhar muito dinheiro pedindo esmola. O povo é bom, caridoso. É possível porém prever, facilmente, onde isto nos leva.
É preciso dar, sim, apoio às crianças. Escola, diversão, comida. E encaminhá-las, o que não se fará com o trocadinho que a gente pode dar até como uma espécie de descargo de consciência.Damistas
Recebi do Clube dos Damistas de Londrina correspondência agradecendo os comentários feitos aqui a respeito daquele jogo e dos seus participantes, notadamente nos tabuleiros que existem diante da Biblioteca Pública, no centro da Cidade. Na carta, o presidente da entidade, Lourenço Martins Felcar, afirma que as mesas existentes diante da BPM são insuficientes para atender a demanda diária dos damistas e enxadristas londrinenses.
Concordo. Aliás, quem quer que passe por lá duante o fim da tarde e começo da noite vai perceber. Principalmente neste época de férias. Nos últimos dias, o movimento aumentou muito, mesmo. E com um detalhe valioso: é grande o número de jovens e até garotos que buscam espaço para jogar dama e xadrez. E é até divertido ver meninos jogando contra idosos, em uma confraternização muito bonita.
Aproveitando a oportunidade, o dirigente do Clube dos Damistas propõe o lançamento de uma campanha junto à Prefeitura, com o apoio, naturalmente, dos enxadristas, no sentido de se construir mais mesas para a prática do jogo. A entidade sugere locais - nas cercanias da Concha ou até mesmo ao lado das existentes diante da Biblioteca. A isto se soma outra campanha, visando a cobertura do local que não pode ser usado quando chove.
Vou até além: penso que seria interessante a criação de espaços nos bairros, para facilitar até mesmo a difusão do xadrez e da dama pela Cidade.Trânsito
Anunciam-se obras e mudanças para tornar mais ágil o trânsito na área central de Londrina. Uma tarefa complicada porque as ruas são estreitas, há falta de espaço para estacionamento e por mais que se faça sempre será difícil equacionar tudo. Todavia, tentar é preciso e algumas idéias parecem boas, como a de definir a rua Mato Grosso que em determinado trecho tem mão para um lado e em outro tem mão para o outro. A gente até estranha que ocorram poucos acidentes na Mato Grosso com Goiás, que é o trecho em que a rua ‘colide’, com carros vindo em sentido contrário.
Não se falou mais nada, porém, sobre a situação do Zerinho. Como se recorda, há estudos sobre a possibilidade de se reabrir a rua Piauí. Durante alguns dias, até, havia gente fazendo pesquisa de fluxo de tráfego nas cercanias. Depois os pesquisadores foram embora e não se falou mais nisto. O que não quer dizer, acredito, que a idéia foi abandonada. Assim como, também, não creio que tenha sido deixada de lado a intenção de se mudar as coisas na altura da rua Humaitá, esta já longe do centro mas também uma via muito cheia de problemas, inclusive nas transposições.
O que se sabe é que alguma coisa precisa ser feita para facilitar o trânsito, que está ficando cada vez mais complicado, em especial no centro. Não sei, não, mas é até possível se chegar ao ponto de pensar em tirar os veículos da área central.Problema de espaço

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