Quando estive em Olinda (Recife), o que aconteceu há muito tempo, visitando uma feira de artesanato, fui informado: o calçamento do local, assim como o teto, eram do tempo da escravidão. História pura. Ali, no século passado, contaram, tinha funcionado uma feira de escravos.
Isto justificava o piso da calçada e o teto das lojas. Mas alguns londrinenses, principalmente moradores no centro, vieram perguntar qual seria a desculpa para que persista, bem aqui, diante da Folha, defronte da Concha e da Casa da Cultura, o calçamento de paralelepípedos na rua. Um calçamento verdadeiramente esquisito porque há macadames em um trecho e asfalto no outro.
Ao que se saiba, não deve haver motivo histórico. Claro, a gente gosta da preservação de certos locais, reclama quando derrubam edificações que marcaram época no passado, recente mas histórico. Todavia, não creio que seja o caso dos paralelepípedos desta faixa central.
Para os moradores da área e também para quem transita por aqui não há qualquer coisa que justifique a distinção. A impressão, mesmo, é de descuido, abandono, falta de cuidado ou de interesse no sentido de igualar as coisas, concluindo o asfalto na área.
Se, porém, houver mesmo algum motivo histórico, estamos aqui prontos para saber dele e esclarecer os leitores. Mas, sinceramente, não creio nisto. Penso é que esqueceram do trecho. Está na hora de lembrar dele.Festa julina
Legal. Não vou a ponto de considerar que foi por causa da sugestão que fiz, mas isso é o que menos importa. O que vale é que a Secretaria Municipal da Cultura resolveu promover este mês a Festa Junina que deveria acontecer na última semana do mês passado e que não se realizou por causa do mau tempo.
Recebi o convite para a ‘‘Festa Julina de Londrina’’ que deve se realizar no próximo sábado, dia 19, com início às 16 horas, lá no anfiteatro do Zerão. Vai haver shows, quadrilhas e barracas com produtos típicos montadas por entidades beneficentes de Londrina.
Espero e desejo ardentemente que desta vez o tempo ajude (só precisa não chover, se fizer um pouco de frio não faz mal, até estimula o consumo do quentão) para que os londrinenses possam ter de fato sua festa junina em julho. O que não significa nenhuma alteração significativa diante da liberdade que a gente vê que é adotada em vários pontos deste nosso País, com Carnaval sendo festejado em várias épocas do ano.
Acredito que, com bom tempo, a nossa Festa Julina será um sucesso. E pode, até, lançar moda, virar tradição. A gente curte as festas juninas normais, realizadas por clubes, escolas e tantas outras entidades, e tem, também, outra no mês de julho, promovida pela Prefeitura. O fato de a gente já ter Festival de Música, Jogos de Inverno e até vestibular (que também é uma festa) não prejudica em nada. Afinal, festa é sempre uma boa.Ausência
Tinha decidido não falar deste assunto. Entretanto, todos os dias em que leio as notícias sobre os Jogos de Inverno Intersociedades sinto a falta do Canadá. Enquanto era só eu, preferia ficar quieto. Não gosto de aproveitar o espaço para colocar questões que podem ser consideradas pessoais. E, como sócio do Canadá, entendo que é justa a queixa pela ausência do tradicional clube de uma promoção feita para dar movimentação aos clubes sociais durante o mês de julho. Mas, repito, pessoal.
Acontece que outros sócios do Canadá vieram falar comigo. E também ouvi comentários de gente que não é do clube, mas estranha. Não duvido que haja motivos ponderáveis para isso. Mas é como se, de repente, o São Paulo não disputasse o Paulistão ou o Londrina deixasse o Paranaense. Sei que os Jogos mudaram, que hoje participam entidades que antes não tomavam parte e que isso, possivelmente, dificulte a formação de times dentro do clube. Mas a verdade é que Jogos de Inverno sem o Canadá parecem incompletos.
Não pensem que estou querendo diminuir os Jogos. Ao contrário: na ausência do Canadá, faço minha torcida pela briosa equipe da Aratel, que representa os funcionários da Sercomtel, e que tem feito bonito. Também continuo acompanhando as disputas, embora pelo jornal (ou pela TV Mix). Espero que em 98 o ‘‘Vermelhinho’’ volte a participar da única competição que conheço que dá vez aos sócios.Emoção na Praça

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