As várias faixas espalhadas pela cidade, lembrando o primeiro aniversário da morte do jovem Cristian ecoam como um grito de revolta pela injustiça, pela insensibilidade, pela falta de resposta ante uma tragédia absurda. Uma vida jovem ceifada, esperanças imensas, tanta coisa a fazer, a esperar, e nada acontece com ninguém.
Não se trata de desejo de vingança. A gente sabe: a punição dos responsáveis não vai resolver a dor, não devolve a vida, não altera a falta daquele que se foi. Entretanto, significa pelo menos que a morte não foi em vão, que o responsável não ficou impune, como se nada tivesse ocorrido.
Nos Estados Unidos, em alguns estados, foi aprovada lei permitindo que os familiares das vítimas possam assistir à execução dos autores do crime. Não é exatamente este o significado da lei ou da pena em sociedades civilizadas. Nem sequer, insisto, contribui em alguma coisa para amenizar a dor da ausência. Mas é, pelo menos, um sinal de que se tenta fazer Justiça.
O que realmente se deseja não é a morte de quem matou, nem a vingança, nem nada. O que se quer é que coisas assim não aconteçam. E é natural pensar que se pelo menos houvesse punição, se os crimes não ficassem impunes, talvez houvesse menos delitos, outros jovens poderiam ser salvos.
As faixas pela cidade são um grito de dor incontida, lançado para ver se ecoam na sensibilidade de quem é responsável (ou deveria ser) pela aplicação da Justiça entre nós.Marte
Sem nem perceber, fico preso às imagens que a TV vem mostrando, nos últimos dias, de Marte. Pensando bem, não há nada para atrair, uma vastidão mais árida que o deserto do Saara. Mas o que atrai é o fato de que estamos vendo imagens de outro mundo. Marte já não é mais ficção científica, não é o nome de um deus guerreiro, mas uma imagem em nossa TV, fotos nos jornais.
Quando o homem chegou à Lua, teve gente que não acreditou. Penso que até hoje há quem continue a afirmar que aquilo foi truque do cinema norte-americano. Agora, estamos em Marte. Alguém duvida? Outro truque? Pra quê? É a verdade pura: o engenho humano se supera, colocamos uma sonda em Marte, um carrinho também - assim como já se fez na Lua, só que lá havia também terráqueos.
Mas, dizem, os homens logo vão chegar. Há projetos ambiciosos - e caros - para levar a Marte, ainda na primeira década do próximo século, toda uma equipe que implantará ali um tipo de colônia. Coisa de louco, dirão. Mas se a gente lembrar que também deveria ser loucura mandar gente atravessar o oceano, há 500 anos, para colonizar o tal novo mundo, então talvez perceba que não é loucura tão grande.
Tenho plena certeza que não irei à Marte, nem à Lua. Vou ficar é no sofá da sala, vendo imagens. Mas acredito que muitos irão, não só a Marte mas aos confins do Universo, usando o engenho que Deus deu ao homem.Irresponsabilidade
Neste trânsito caótico de Londrina, uma cena que pode ser até considerada comum: o cidadão, dirigindo, sem cinto de segurança, conversando em seu celular. Isso no meio do congestionamento que é muito comum em certos horários, principalmente na área central.
Não chega a surpreender. Muitos ainda usam o cinto de segurança que é obrigatório mas não é respeitado por todos. Isso sem falar dos motociclistas que continuam a rodar sem atender às mínimas condições de segurança. Vi na TV um cidadão, carregando duas pessoas em sua moto (quase um veículo de família) sem capacete, sem nada, e dizendo que anda devagar e nunca sofreu qualquer acidente. Parece que não adianta a gente dizer que em certos casos um acidente só pode ser demais.
Tenho um amigo que só escapou vivo de um acidente com moto porque usava capacete, que rachou na queda. Mas a cabeça dele ficou inteira. Deixou de usar moto, o que parece uma idéia boa, embora alguns considerem radical. Há quem, porém, não tenha a sorte de uma segunda oportunidade.
E como, pelo que dá para perceber, leis apenas são insuficientes para resolver os problemas, é preciso insistir para que haja mais policiamento. É urgente verificar coisas tão simples como a inobservância do uso do cinto de segurança nos carros, a falta de equipamento para quem anda de moto. Também a questão do celular deveria merecer atenção.Desculpa esfarrapada

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