Praça Londrina (Estelio Feldman)
Em função de reportagem publicada ontem, neste Caderno, sobre o projeto da Codel de visita aos pontos turísticos da Cidade, uma leitora ligou para ponderar que tentou encontrar a Praça Nishinomiya, um dos pontos citados no tour. E não conseguiu.
Ela explicou que mora há pouco tempo em Londirna e que ficou curiosa em travar conhecimento com aqueles locais citados na reportagem. Foi procurar no guia de endereços Aqui. Não achou a Praça. Ligou para a Editel e a jovem (e educada) moça que a atendeu disse que a Praça não está nos endereços porque não tem telefone. Mas a mesma pessoa informou que na Praça tem um Módulo Policial. Ora, como os módulos devem ter telefone, a Praça deveria estar citada. Entretanto, os telefones dos módulos ficam em outro ponto da lista.
Claro, a alternativa sugerida à leitora será a de esperar o fim-de-semana e fazer o tour da Codel. Mas isto, naturalmente, não resolve o problema genérico, segundo entende a leitora: se uma pessoa de fora chegar a Londrina, e não passar o fim-de-semana, vai ficar sem conhecer os tais pontos turísticos. Ademais, insiste ela, tem também o aspecto da valorização das praças que, entende, com ou sem telefones, deveriam ser citadas de algum modo para que o público as localize.
Como ela disse, a única praça que não tem que estar na lista é esta, Praça Londrina. Que, ademais, é fácil de localizar. Mas as outras, concordo, deveriam ser mais facilmente localizadas pelos visitantes, em qualquer circunstância.Centavos
A propósito da nota publicada ontem, sobre o cuidado com os centavos nas compras, a leitora Elaine liga para falar sobre algo semelhante: as lojas, aqui já citadas, do tudo por R$ 1,99. Diz ela que é frequentadora assídua de tais estabelecimentos e que, quase sempre, enfrenta ali um problema que é, no mínimo, irritante: a falta do centavo de troco.
Se o preço é R$ 1,99, pondera ela com razão, então o comerciante tem que dar o troco. Muitas vezes oferecem balas. Então, ela pergunta: E se eu chegar numa dessas lojas com 199 balas, eles entregarão uma mercadoria? Naturalmente, não. Vão dizer que bala não é dinheiro. Mas se não é, então por que é que empurram as balas no troco?
Vou até além: se o comerciante tem uma loja em que vende tudo a R$ 1,99, logo ao abrir o estabelecimento ele tem que ter uma boa coleção de moedas de R$ 00,1 para dar de troco. E não me digam que isto é gastar espaço grande com pouca coisa. Não é só o centavo, como a leitora enfatiza e eu endosso: é o princípio, é até a questão da cidadania, a defesa do direito do consumidor que, independente do valor monetário, chega ao tema fundamental do respeito que quem compra merece.
A leitora faz até uma conta: se o comerciante vende, durante o dia, 500 itens a R$ 1,99 e não dá o centavo de troco, ele está tendo um ganho adicional e, pode-se dizer, ilícito. Assino embaixo.Consumidor
Um casal, morador em Londrina, veio contar uma verdadeira - e positiva - aventura em terras paulistas, semana passada. Contaram que há tempos estão enfrentando um sério problema: compraram um carro em São Paulo e o vendedor está enrolando e não libera os documentos. Foram várias vezes, fizeram ligações interurbanas de monte, e nada. Procuraram advogado, aqui, mas também não conseguiram sucesso.
Então, já muito desiludidos, foram para São Paulo de novo e - seguindo uma orientação deste que vos escreve - foram diretos à Delegacia do Consumidor, na Capital paulista. Chegaram sexta-feira, pela hora do almoço. E foram atendidos com uma atenção e um cuidado que chegaram a estranhar. Na Delegacia, houve imediata ação para localizar o vendedor que não estava cumprindo sua obrigação para com o consumidor. Mas o delegado que os atendeu foi além, encaminhando-os ao Detran, onde, igualmente, foram atendidos com rapidez, eficiência e educação.
O problema, dizem, está praticamente resolvido. O vendedor esperto deverá sentir os rigores da lei, como diria a juíza Mirandinha da novela da Globo. E os meus leitores se sentiram felizes e realizados, respeitados como cidadãos, tendo seus direitos defendidos de modo concreto. É o que tenho dito: cidadania funciona. Só que a gente tem é que exercê-la para que isto ocorra.Esconderam o Qu4trilho





