Praça Londrina (Estelio Feldman)
A notícia de que uma nova feira noturna vai começar a funcionar foi muito bem recebida. Já a informação sobre a mudança de nome mereceu alguns comentários críticos de leitores. A feira noturna, que ganhou naturalmente o nome de Feira da Lua, fez enorme sucesso. Não por causa do nome, mas pela idéia em si. Agradou, tem atraído muita gente, tornou-se até novo ponto de lazer para as famílias.
Agora, a Comurb anuncia a criação de outra, na avenida Inglaterra, o que é bom, mas informa que o nome muda. As feiras noturnas vão se chamar Feira das Nações, investindo mais em alimentação variada. Ao que me lembre este nome já foi usado pelo Colégio Canadá, em uma promoção anual, aliás de muito bom gosto e bastante instrutiva. Mais ainda que assim não fosse, penso que se troca um nome adequado e poético por outro que não está ligado ao principal apelo da feira, o horário.
Talvez digam que o nome é de menor importância, que o que vale é a iniciativa e a gente concorda até certo ponto. De fato, a idéia é boa e vale a pena. Penso que o sucesso das feiras já existentes realmente indica que outras podem funcionar, em regiões diferentes da Cidade. Pelo que a Comurb informa, inclusive, existem muitos interessados e as feiras acabam abrindo novas possibilidades de trabalho. Mas duvido que o novo nome pegue. Vai ser algo assim como quando se deu nome ao Estádio do Pacaembu, em São Paulo. Quem é que usa o nome oficial? Para o povo, creio, a simpática feirinha vai continuar com seu poético nome.Semáforos
A propósito da nota publicada esta semana sobre o semáforo da JK com Pio XII, que estava com as luzes vermelhas apagadas, recebo correspondência da assessoria de imprensa da Comurb explicando que a manutenção foi realizada com atraso por causa da chuva constante que atingiu Londrina nos últimos dias. Segundo a informação, a Comurb mantém uma equipe para a manutenção dos 126 sinaleiros (eis aí uma coisa que eu não sabia, o total de semáforos existentes na Cidade) instalados nos principais cruzamentos.
Conforme a carta, em média são realizadas 20 substituições de lâmpadas diariamente, garantindo um fluxo de veículos seguro nas vias de Londrina. Assinala ainda que as normas de segurança recomendam que os técnicos evitem fazer reparos em equipamentos nos dias de chuva. Para piorar, e também devido ao mau tempo, vários sinaleiros apresentaram problemas.
Completando a informação, a carta revela que a Comurb está realizando estudos com o objetivo de ampliar o plantão desta equipe de manutenção, o que deverá melhorar ainda mais o serviço.
Fico feliz pela atenção e creio que as explicações são convincentes. Concordo que, com mau tempo, realizar reparos é menos seguro. Todavia, insisto em que mais séria ainda é a situação quando o sinaleiro tem defeito e o tempo é ruim. O perigo, sem dúvida, fica maior para todos.Biblioteca
É possível entender a frustração da leitora que não encontrou um livro tão importante para si, na Biblioteca Pública Municipal. Afinal, segundo os arquivos, o livro existe, deveria estar lá. Mas não estava. Ao que parece, foi furtado. E quando a gente precisa de alguma coisa, quase encontra, isto, naturalmente, é frustrante, mesmo. Entretanto, o que, penso, merece reparos, é a crítica que a leitora fez à Biblioteca e aos seus funcionários, em carta publicada no jornal, ontem.
Em primeiro lugar, quem trabalha numa Biblioteca o faz por gosto. É porque gosta de livros, do ambiente, de tudo o que envolve o trabalho. E eu, como usuário da nossa Biblioteca Pública Municipal há mais de 40 anos, tenho que dizer que jamais encontrei qualquer motivo para criticar a algum dos seus funcionários, desde a chefia ao mais simples. Como aconteceu com a leitora, também já procurei livros que estavam no arquivo mas que haviam sido furtados. Culpa dos funcionários? De modo algum.
O sistema que existe para evitar furtos é simples, mas funciona. O que mais acontece, aliás, quando um livro some é a falta de devolução. E a Biblioteca não tem pessoal para ir atrás dos que levam emprestado e depois somem.
O problema é da falta de educação das pessoas que agem assim. E a gente deve fazer campanhas para esclarecer as pessoas. Mas criticar os funcionários me parece uma tremenda injustiça.Qualidade de vida





