Praça Londrina (Estelio Feldman)
No último dia 28, teve festa na casa de dona Hilda Stecanella. Pingo, um cachorrinho da raça pincher (será que é assim que se escreve?) completou 17 anos. Não sei exatamente qual a perspectiva de vida dos cachorros, mas, segundo depoimento dos donos de Pingo, ele já mostra sinais de velhice. Quando acorda, demora até conseguir dominar os movimentos todos, como um ancião enfrentando suas crises de reumatismo. Mas continua a ser um animal muito carinhoso que, inclusive, se dá bem até com os gatos, considerados os inimigos naturais.
Não sei se teve festa ou bolo para marcar os 17 anos de Pingo, mas só o fato de a família marcar a data do nascimento do cachorrinho é bem indicativa do carinho a ele dispensado. Já ouvi muitas críticas em relação ao tratamento que se dá aos animais de estimação. Há quem diga que se gasta mais com bichos que com seres humanos e esta é sem dúvida uma questão muito delicada. Todavia, é fora de dúvida que os animais oferecem muita coisa em carinho, em dedicação. Cachorros, principalmente, são muito mais apegados e receptivos que muitos humanos que a gente conhece.
Quanto a mim, vocês já sabem, prefiro gatos. São mais independentes, precisam menos dos seres humanos e se se apegam a alguém é por perceber, sabe-se lá como, um tipo especial de sentimento. Mas cães, gatos ou outros animais de estimação fazem parte da vida, se apegam aos que os criam e, sem dúvida, também enriquecem as pessoas.Missa espanhola
Domingo, para os cristãos, é dia de ir à igreja. Para os católicos, é dia de missa, preceito religioso obrigatório. Mas, neste domingo, dia 6, a missa das 11 horas na Igreja dos Sagrados Corações será um pouco diferente: trata-se de uma Missa Espanhola, promovida pela Associação Hispano-Brasileira de Cambé e que será celebrada pelo padre Júio Roberto Ortiz Rodriguez, natural de Bogotá, na Colômbia.
A parte musical da celebração religiosa estará a cargo de Hylea Ferraz, Vera Franzin Martins e Guilherme Garcia Cid, membros da Associação de Canto Lírico do Norte do Paraná. Quer dizer, ao mesmo tempo uma missa, com o seu sentido mais completo de uma visita ao Pai, e ao mesmo tempo um momento mais amplo com a força da música.
Os católicos dizem, sempre, que quem canta reza duas vezes. No caso desta missa espanhola, com esta parte musical muito profunda, creio que até o sentido de meditação e aprofundamento que devem estar presentes às celebrações religiosas de modo geral será ainda maior.
Missa, a gente sabe, assim como culto ou qualquer tipo de manifestação religiosa, não é espetáculo. Entretanto, os elementos adicionais, um pregador inspirado, ou a presença de elementos musicais diferentes, como no caso, isto constitui um fator a mais para o fiel. E pode até trazer outros que vão por causa da música e acabam ficando por causa de Deus. O que, no fim, é o que realmente importa.Perigo
Se tem coisa mais perigosa que esquina movimentada sem semáforo é esquina movimentada com semáforo em que as luzes vermelhas de uma das vias estão queimadas. Na verdade, quando a luz verde está queimada já é ruim. Mas o risco é menor porque o motorista vai chegando, vê o semáforo apagado, passa (o pessoal passa com o vermelho aceso) e não acontece nada porque a luz queimada era a verde. Mas se as vermelhas estão queimadas, o cara vem e passa, pode acontecer de, na outra rua, com o sinal verde aberto, alguém entrar. O choque é inevitável e a culpa é de quem? Dos responsáveis pelo semáforo.
Esta era a situação, durante o fim de semana, do semáforo que existe na movimentada esquina da JK com a Pio XII. Passei várias vezes por lá tanto no sábado quanto no domingo e percebi o risco. Pior foi ver que, aparentemente, não há plantão para uma situação desse porte. Creio que isto também deveria ser pensado pelas nossas autoridades de trânsito: um plantão para estas e outras emergências.
Acidentes, a gente sabe, acontecem. Mas há ocasiões em que não se pode falar em acidente - como no caso citado. Deixar semáforo com luz queimada por um dia que seja é uma irresponsabilidade tremenda, um convite ao desastre, um risco desnecessário que se lança no já conturbado trânsito. Depois, diante de um acontecimento trágico, não adianta falar em pedir indenização.Lombada eletrônica





